Nenhum latino-americano escapou de se perguntar, um dia, se a América Latina de fato existe. Não
aos olhos estrangeiros face aos quais uma estranheza
nos irmana, mas aos nossos próprios olhos, quando
nossas diferenças parecem irremediáveis. A cicatriz de
Tordesilhas teria tornado o pertencimento latino-americano difícil para os brasileiros, não fora Gabriel García
Márquez que, com sua literatura, apresentou a América Latina a seus filhos, transfigurada na força torrencial de seu imaginário. [...]
A ficção de García Márquez transpira esse desejo
de viver para contar essas mentiras que dizem a verdade sobre nossas sociedades, nossos países. Sua ficção não conta apenas o que uma sociedade é, mas o
que ela gostaria de ser, não documenta somente vidas
improváveis, mas também os demônios de uma época
que não é feita só de gente de carne e osso, mas também de fantasmas. O fantasma das revoluções e seus
comandantes, os caudilhos e anti-heróis, as guerras
civis, as ditaduras militares, que assombram há mais
de cem anos a solidão da América Latina...
Rosiska Darcy de Oliveira. O Globo, 26/04/2014. Fragmento.Disponível
Na grafia de latino-americanos e anti-heróis verifica-se o emprego do hífen. Segundo o acordo ortográfico vigente no país desde 2009, o hífen está
corretamente utilizado nas palavras agrupadas em:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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teste
Parabéns! Você acertou!
Essa questão segue o padrão da banca! Veja o que mais costuma cair. Ver raio-X