Em encostas da Serra de Baturité, uma trilha educativa abor...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A — indicadores claros de deformação recente do talude (trincas no solo e árvores recém-inclinadas) são sinais diretos de instabilidade.
Tema central: identificação de riscos geoambientais em encostas, especialmente movimentos de massa (escorregamentos, rastejos). É fundamental reconhecer, em campo, evidências geomorfológicas que orientem o traçado de trilhas fora de áreas instáveis.
Resumo teórico: a instabilidade em encostas resulta da ação da gravidade sobre materiais fragilizados por declive acentuado, excesso de água (chuva/surgências), descontinuidades (fraturas, planos de contato) e remobilização da cobertura pedológica. Indicadores típicos incluem: trincas de tração, abatimentos, solo estufado, árvores e postes inclinados recentemente, solos encharcados com surgências, escadas de escorregamento e microtopografia ondulada (hummocky).
Fontes de referência: ABNT NBR 11682 (Estabilidade de Encostas); CPRM/Serviço Geológico do Brasil — Mapeamento de Áreas de Risco em Encostas e Diretrizes de Cartas de Suscetibilidade; USGS Landslide Hazards Program.
Por que a A é correta: Trincas no solo são planos de fraqueza e indicam tensão e deslocamento do material; árvores com inclinação recente revelam movimento lento (creep) ou deslizamento iminente. Esses sinais são clássicos para redesenhar o traçado e manter distância de segmentos críticos do talude.
Análise das incorretas:
B — Sombreamento e ar mais frio ao amanhecer refletem microclima de mata úmida de montanha, não deformação do terreno. Não diagnosticam instabilidade.
C — Bromélias epífitas indicam umidade ambiental e bom estado de conservação da floresta; não se correlacionam, por si, a movimentos de massa. Umidade só é indicativa quando há surgência, solos saturados ou escoamento superficial laminar turvo.
D — Canto de aves endêmicas é indicador biológico, sem relação mecânica com estabilidade de encostas.
E — Abundância de serrapilheira em topos planos sugere acúmulo estável com baixa energia de relevo. Não é sinal de instabilidade; muitas vezes denota áreas mais seguras.
Estratégia de prova: priorize evidências mecânicas e geomorfológicas (trincas, escarpas, abatimentos, surgência d’água, inclinação recente de objetos) e desconfie de pistas ecológicas ou microclimáticas sem vínculo com deformação. Atenção a palavras-chave como recente e segmentos de talude, que apontam para instabilidade ativa.
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