Quanto ao uso da crase, assinalar a alternativa INCORRETA:
Incêndios destroem um patrimônio cultural por ano no Brasil
As imagens que tomaram o Brasil em setembro, do Museu Nacional do Rio de Janeiro consumido pelas chamas, infelizmente, não são uma __________. Incêndios são os grandes vilões do patrimônio cultural brasileiro, como aponta José Luiz Pedersoli Júnior, especialista em gestão de risco do Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural, na Itália.
“Os incêndios são um grande fator de risco para museus não só no Brasil, mas em todo o mundo, pela combinação de fatores como grande quantidade de materiais orgânicos inflamáveis e prédios históricos antigos com falta de estrutura e de manutenção, além da legislação inadequada, gestores com curto período de mandato e __________ com a cultura. A soma final resulta em desastres incalculáveis como este.” diz.
Segundo levantamento apresentado por Perdersoli, pelo menos uma instituição cultural brasileira é destruída pelo fogo anualmente. ____________ a década atual, em 2010, foi a vez do Instituto Butantan, tragédia científica que destruiu 70.000 espécies de cobras conservadas no local. Em 2011, o fogo consumiu a Capela São Pedro Alcântara, outro prédio tombado sob administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mesma instituição responsável pelo Museu Nacional.
“Essas tragédias poderiam ter sido evitadas”, afirma o especialista. E muitos outros acervos continuam em risco. “A maioria dos museus brasileiros não têm sistema de prevenção de incêndio. É a regra”, diz.
Na maioria dos casos, a dificuldade está na mudança da estrutura das construções, que têm parte elétrica obsoleta e revestimentos de madeira, que são rapidamente consumidos pelo fogo, além da falta de mecanismos de ____________ automática do fogo – como os sprinklers, sistema ativado pelo calor que solta água a partir de dutos no teto, ou o combate com gases limpos, que impedem que o fogo se propague, resfriando o ambiente. Outra solução é a compartimentação cortafogo, que isola o incêndio na área em que ele começa, dando tempo para que os bombeiros se preparem antes que ele se espalhe. “A legislação brasileira não exige essas medidas em prédios históricos, ao contrário dos Estados Unidos e Canadá”, diz Perdersoli.
“O que aconteceu com o Museu Nacional é um caso de negligência. Só depois da tragédia é que aparece a verba para a reconstrução. Por que, então, não usaram o dinheiro antes? É o barato que sai caro. E é nosso patrimônio que se perde”, finaliza Perdersoli.
https://veja.abril.com.br/brasil/incendios - adaptado.
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Tema central: Uso da crase
A questão aborda o emprego correto da crase, fenômeno que ocorre quando há a fusão da preposição "a" com o artigo "a" ou com pronomes demonstrativos/adjetivos femininos. É um dos tópicos em que mais surgem dúvidas em concursos, pois depende de identificar corretamente a presença obrigatória da preposição e do artigo feminino.
Alternativa INCORRETA – Letra A:
“Os treinos acontecem de segunda à quinta.”
Pela norma-padrão, ao indicar um período (“de ... a ...”), não se usa crase, pois não ocorre o artigo antes dos dias da semana nesta construção. O correto é “de segunda a quinta”. O uso da crase (à) nesse contexto constitui erro comum em provas. (Referência: Celso Cunha & Lindley Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo)
Análise das alternativas corretas:
B) “Fui à Bahia semana passada.”
Aplica-se crase porque “Bahia” admite o artigo feminino (vou a + a Bahia = vou à Bahia). Exemplos de gramática (Bechara): “Vou à França”, “Vou ao Brasil”.
C) “Refiro-me à sua bolsa e não à minha.”
O verbo referir-se exige preposição ‘a’ e “sua bolsa”/“minha bolsa” admitem artigo feminino. Por isso, deve-se empregar a crase.
D) “Às cinco da manhã, ele saiu para viajar.”
Na indicação de horas exatas, a regra impõe crase (“às cinco”, “às oito”), pois há a fusão da preposição com o artigo feminino plural (“as”). (Rocha Lima, Gramática Normativa)
Resumo das regras-chave:
- Não se usa crase: em locuções de tempo que expressem frequência/períodos (de segunda a sexta); antes de palavras masculinas; antes de verbos; antes de nomes de cidades ou estados sem artigo feminino.
- Usa-se crase: antes de nomes femininos que admitam artigo e estejam regidos de preposição, inclusive em horas e locuções prepositivas, conjuntivas ou adverbiais femininas (“à medida que”, “à tarde”, “à exceção de”).
Estratégia para provas: Sempre substitua por um nome masculino: se não surgir “ao”, também não haverá crase (“de segunda a quinta” fica “de domingo a sábado”). Atenção a pegadinhas em expressões de período e horas!
Conclusão:
A alternativa A é incorreta pelo uso indevido da crase. As demais estão corretas de acordo com as regras gramaticais normativas.
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Comentários
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✅ Gabarito: A
❌ Os treinos acontecem de segunda à quinta.
➥ INCORRETO. Foi usado somente a preposição DE, logo usamos, posteriormente, somente a preposição A (=mantém o paralelismo sintático) → de segunda a quinta OU de+a=da segunda à quinta (preposição "a" + artigo definido "a"= crase).
➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
Gab - A
Quando há uma estrutura parelela envolvendo expressões temporais, é preciso coerência : ou cada numeral ( substantivo ou adjetivo) é antecedido de preposição + artigo, ou cada numeral é precedido somente de preposição. Não pode haver tratamentos diferentes.
Exemplo:
A peça será de dez às onze horas ( errado )
A peça será das dez às onze horas ( correto )
A questão versa sobre regra de crase e quer saber em qual alternativa há um caso de proibição dela. Vejamos alguns conceitos:
"Emprega-se o acento grave nos casos de crase e aqueles indicados em Emprego do à acentuado.
1.º) Na contração da preposição a com as formas femininas do artigo o ou pronome demonstrativo o: à (de a+a), às (de a+as).
2.º) Na contração da preposição a com o a inicial dos demonstrativos aquele, aquela, aqueles, aquelas, e aquilo ou ainda da mesma preposição com compostos aqueloutro e suas flexões: àquele(s), àquela(s), àquilo, àqueloutras(s).
3.º) Na contração da preposição a com os pronomes relativos a qual, as quais: à qual...
❌Não ocorre a crase nos seguintes casos principais:
➡Diante substantivos masculinos
▪Não assisto a filme de guerra.
➡Diante de substantivos femininos usados em sentido geral e indeterminado
▪Não vai a festa nem a reuniões
➡Diante de nomes de parentescos precedidos de pronomes possessivos.
▪Recorri a minha mãe.
➡Não há crase antes da palavra terra (em oposição a bordo, no contexto frasal). Se estiver especificada, há crase sempre.
▪Os marinheiros tinham descido a terra para visitar a cidade (sem crase)
▪Os astronautas voltaram a terra (com crase).
➡Diante de palavra de sentido indefinido: certa, uma, cada qualquer...
➡Diante dos pronomes relativos: que (quando o a anterior for uma preposição), quem, cuja:
▪Ali vai a criança a quem disseste a notícia.
➡Diante de verbo:
▪Ficou a ver navios.
Diante de pronome pessoal e expressões de tratamento como: V. Ex.ª, V.S.ª, V. M., etc.:
Não disseram a ela e a você toda a verdade.
➡Nas expressões formadas com a repetição de mesmo termo (ainda que seja um nome feminino), por se tratar de pura preposição: frente a frente, cara a cara, face a face...
➡Diante da palavra casa quando desacompanhada de adjunto:
▪ Irei a casa logo mais (cf. Entrei em casa; Saí de casa)."
Após a explanação dos conceitos analisaremos as alternativas.
a) Os treinos acontecem de segunda à quinta.
Incorreta. Para que ocorresse a crase a preposição deveria estar assim: DA segunda à quinta. Essa é uma regra de paralelismo sintático, pois entende que se no primeiro caso não houve artigo, no segundo também não há. O DA é igual de+ a (artigo).
b) Fui à Bahia semana passada.
Correta. Fui a Bahia, voltei da Bahia ( caso não entrasse o "da" não ocorreria a crase, pois o da é = de+ a e a crase é a união de A+ A e se aceitou o "da" indica que a palavra "Bahia" é feminina, assim ocorrendo a crase.
c) Refiro-me à sua bolsa e não à minha.
Correta. O verbo "referir" rege a preposição A + A artigo que antes de pronome possessivo feminino é facultativo.
d) Às cinco da manhã, ele saiu para viajar.
Correta. Antes de hora ocorre a crase, pois é uma locução adverbial de tempo com base feminina. De regra nas locuções adverbiais ocorre a crase.
Referência bibliográfica: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 39 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019.
GABARITO: A
Os treinos acontecem de segunda A quinta.
GABARITO: A
se fosse da segunda à quinta. haveria crase
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