Na introdução às correntes do pensamento geográfico, a tran...
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Alternativa correta: A
Tema central: a questão aborda o giro interpretativo na Geografia: da leitura naturalista/positivista do espaço (leis naturais, formas físicas, mensuração) para abordagens humanistas e críticas (experiência humana, história, poder e produção social do espaço). Isso redefine como explicamos fenômenos espaciais nas aulas e pesquisas.
Resumo teórico progressivo:
- Naturalismos e positivismos: determinismo ambiental (F. Ratzel) e possibilismo (P. Vidal de la Blache) priorizam natureza e heranças físicas; diferenciação de áreas (R. Hartshorne) descreve padrões. A Revolução Quantitativa (F. Schaefer, W. Bunge) destaca modelos, localização absoluta e variáveis mensuráveis.
- Humanismo: foca experiência, significado e lugar (Yi-Fu Tuan, “Space and Place”, 1977), valorizando a intencionalidade e a vivência dos sujeitos.
- Crítica/Marxista: entende a produção social do espaço, mediada por relações de produção, poder e Estado (H. Lefebvre, “La production de l’espace”, 1974; D. Harvey, “Social Justice and the City”, 1973; M. Santos, “A natureza do espaço”, 1996).
Por que a A é correta: a alternativa A traduz o giro para leituras que enxergam o espaço como construído socialmente, por ações intencionais, conflitos e relações de poder, situadas historicamente — exatamente o núcleo das correntes humanistas e críticas (Lefebvre, Harvey, Santos).
Análise das incorretas:
- B: defende leis naturais fixas regendo o humano — eco do determinismo ambiental. Contraria o enfoque histórico-social das correntes críticas.
- C: reduz explicação a localização absoluta e quantificação, típica da Revolução Quantitativa. Útil, porém insuficiente para captar significados, poder e historicidade.
- D: atribui formas espaciais a heranças fisiográficas estáveis, visão naturalizante que ignora transformação social e conflitos.
- E: toma a superfície como cenário neutro, quando a Geografia crítica evidencia que o espaço é produto de relações sociais, portanto não neutro.
Estratégias de prova:
- Busque palavras-chave que indiquem o giro crítico: produção social, poder, história/mediações, intencionalidade.
- Desconfie de enunciados que tratem o espaço como neutro, biologicamente determinado ou explicável apenas por medidas e localização.
- Relacione autores às pistas: Ratzel/Vidal (naturalismos), Schaefer/Bunge (quantitativo), Tuan (humanismo), Lefebvre/Harvey/Santos (crítica).
Fontes de referência: Lefebvre (1974); Harvey (1973, 1989); Tuan (1977); Santos (1996); Schaefer (1953).
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Com base na introdução às correntes do pensamento geográfico, o "giro interpretativo" das abordagens naturalistas (como o Determinismo Geográfico) para as abordagens humanistas e críticas representa uma mudança de foco do meio físico para a ação humana e as relações sociais na produção do espaço.
A alternativa que traduz corretamente esse giro é a A.
Justificativa:
- A - Ênfase na produção social do espaço, com foco em relações de poder, intencionalidade humana e mediações históricas.
- CORRETA. A Geografia Crítica (derivada do Marxismo) e a Geografia Humanista trouxeram o foco para a ideia de que o espaço é uma construção social (produção do espaço) resultante da ação humana, permeada por relações de poder, intencionalidade dos agentes e condicionada por mediações históricas.
- B, C, D e E: Essas alternativas refletem características do pensamento geográfico tradicional ou naturalista (Determinismo) ou do Quantitativismo/Positivismo Extremo, que foram as correntes criticadas e superadas pelo giro interpretativo:
- B e D (Leis naturais fixas e heranças fisiográficas): Características do Determinismo Geográfico/Naturalismo.
- C (Localização absoluta e quantificação como únicos meios): Característica do Positivismo e do Quantitativismo (Geografia Teorética).
- E (Superfície terrestre como cenário neutro): Característica de uma visão simplificada e não crítica do espaço, ignorando as relações de poder e a intencionalidade humana.
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