Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pio...

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Q3794385 Português
 A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos


Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais.

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado.
Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar "às escolas", formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.
Em relação ao sinal indicativo de crase na expressão destacada, é CORRETO afirmar que, nesta frase,
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em "conseguiu chegar às escolas", a crase resulta da fusão da preposição "a", exigida pelo verbo "chegar" com valor de destino, com o artigo definido feminino plural "as" que determina "escolas"; por isso, a alternativa A é a correta.

Tema central: crase por regência verbal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A acerta porque identifica os dois elementos indispensáveis para a crase nesse caso: a regência do verbo "chegar", que na norma-padrão pede preposição "a" quando indica destino, e a presença do artigo definido feminino plural "as" antes de "escolas". O acento grave em "às" sinaliza exatamente essa fusão: a + as.
B
Errada
Está errada porque atribui a "escolas" a função de sujeito, o que contraria a estrutura da frase. No trecho, o sujeito é "a revista"; "às escolas" é termo preposicionado ligado ao verbo "chegar", com valor de destino. A alternativa também erra ao dizer que o termo não integra elemento preposicionado, quando a própria forma "às" mostra a presença da preposição.
C
Errada
Está errada porque a crase não se explica por artigo isolado. O acento grave marca fusão entre preposição "a" e artigo "as"; sem essa fusão, não há justificativa completa para "às". Além disso, a referência a "uso normativo popular estabelecido pela linguística" não fundamenta a regra cobrada aqui, que é de norma-padrão.
D
Errada
Está errada porque "às escolas" não é locução adverbial feminina cristalizada; é um sintagma preposicionado regido pelo verbo "chegar". O fato de indicar lugar ou destino não transforma a expressão em locução fixa. Também é incorreta a menção ao "novo acordo", pois o fundamento da crase nesse caso não decorre do Acordo Ortográfico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre termo feminino de lugar e locução adverbial, além da tendência de explicar a crase só pelo artigo e esquecer a preposição exigida pelo verbo "chegar".
Dica para questões semelhantes
  • Verifique primeiro se o verbo exige preposição "a"; em crase, a regência costuma ser o ponto decisivo.
  • Depois confirme se o termo seguinte admite artigo feminino "a/as"; a crase só se justifica pela fusão dos dois elementos.
  • Não confunda sintagma preposicionado regido pelo verbo com sujeito da oração.
  • Nem toda expressão feminina de lugar com acento grave é locução adverbial; observe a função sintática do trecho.

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Comentários

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Na expressão destacada “às escolas”, o uso do acento indicativo de crase está correto.

Justificativa:

  • O verbo “chegar” rege a preposição a (“chegar a algum lugar”).
  • O substantivo “escolas” é feminino plural e admite artigo definido (as escolas).
  • Ocorre, portanto, a fusão da preposição a + artigo as, resultando em às.

Esquema:

  • chegar a + as escolas
  • = chegar às escolas

✅ Assim, a crase é obrigatória nessa frase.

Fonte: Chatgpt

Assunto de crase é chato

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