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Q3192329 Medicina
Homem, 72 anos, com histórico de neoplasia de próstata, é levado à emergência com queixa de dor torácica. Seus sinais vitais são: PA 70/35 mmHg, FC 138 bpm, spO2 95% em ar ambiente. O eletrocardiograma da chegada demonstra elevação difusa do segmento ST e, à radiografia de tórax, nota-se importante cardiomegalia. Qual é a conduta inicial mais apropriada? 
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Tema central: Esta questão avalia o reconhecimento e abordagem inicial de um quadro de tamponamento cardíaco secundário a derrame pericárdico em paciente idoso, imunossuprimido por neoplasia, apresentando sinais clássicos: hipotensão, taquicardia e cardiomegalia, além de elevação difusa do segmento ST no ECG (pericardite).

Justificativa da alternativa correta (A): O ecocardiograma à beira-leito é essencial para confirmar a presença e o impacto do derrame pericárdico, além de identificar sinais de tamponamento (colapso diastólico das câmaras direitas e variação do fluxo). Segundo a I Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites: “Quando uma quantidade significativa de líquido se acumula e ultrapassa a capacidade de distensão do tecido fibroelástico pericárdico, ocorre progressiva compressão de todas as câmaras cardíacas decorrente do aumento da pressão intrapericárdica, redução do volume de enchimento cardíaco e maior interdependência ventricular.”

Esse exame é decisivo para o diagnóstico e orientação terapêutica imediata, podendo indicar necessidade urgente de pericardiocentese.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) Trombólise com tenecteplase: Errada. Elevação difusa do ST sugere pericardite e não infarto. Não há benefício e pode gerar riscos hemorrágicos desnecessários.
  • C) Encaminhar à intervenção coronária: Errada. Situação não é de síndrome coronariana, e sim de tamponamento.
  • D) Iniciar dobutamina e E) Iniciar dopamina: Ambas são medidas temporárias para suporte em choque, mas no tamponamento, são ineficazes isoladamente sem alívio mecânico do quadro (pericardiocentese).

Estratégia para questões similares: Procure sempre correlacionar sinais clínicos com achados de exames e distinguir quadros de pericardite aguda/tamponamento de síndromes coronarianas. Atenção para não se confundir com a urgência do manejo do tamponamento, cujo diagnóstico é feito — e indicado pela diretriz — pelo ecocardiograma imediato.

Dica: Frases como “elevação difusa do segmento ST” no ECG e “cardiomegalia à radiografia”, associadas a hipotensão aguda, devem sempre levantar forte suspeita de pericardite complicando com derrame ou tamponamento.

Fundamentação: Protocolos nacionais e literaturas de referência, como Harrison’s Principles of Internal Medicine, reafirmam o ecocardiograma como primeira escolha na avaliação do tamponamento cardíaco. Lembre-se: o diagnóstico precoce salva vidas!

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