A fluoretação da água de ...
I. A equipe da vigilância sanitária monitora regularmente a concentração de flúor na água, garantindo que os níveis estejam dentro da faixa recomendada para prevenção da cárie.
II. O excesso de flúor na água pode causar fluorose dental, caracterizada por manchas brancas no esmalte dentário, sendo necessário informar a população sobre a moderação no uso de produtos fluoretados.
III. A adição de flúor à água não precisa de monitoramento, pois a sua concentração se mantém estável independentemente de fatores externos, como qualidade da rede de distribuição.
Está correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Gabarito: D — I e II apenas.
Tema central: Vigilância sanitária da fluoretação da água para prevenção de cárie e prevenção de fluorose. A questão avalia se você reconhece que a fluoretação exige monitoramento contínuo e educação em saúde para evitar excessos.
Por que a alternativa correta é D?
I é verdadeira. A vigilância monitora rotineiramente a concentração de flúor para mantê-la na faixa ótima de prevenção de cárie. No Brasil, recomenda-se cerca de 0,6–0,9 mg/L (ajustada à temperatura) e limite de 1,5 mg/L para potabilidade. Essa prática está alinhada ao Ministério da Saúde (Portaria GM/MS nº 888/2021), ao Manual de Vigilância da Qualidade da Água e às WHO Guidelines for Drinking-water Quality, que estabelecem 1,5 mg/L como valor-guia máximo.
II é verdadeira. Excesso sistêmico de flúor durante a formação do esmalte (infância) pode causar fluorose dental, inicialmente com manchas brancas opacas e, em casos maiores, estrias/bordos amarronados e porosidade. A educação em saúde para uso moderado de produtos fluoretados (cremes dentais, bochechos) é recomendada, pois a exposição total vem de múltiplas fontes. Referências: WHO; CDC (recomendação de 0,7 mg/L nos EUA para reduzir risco de fluorose mantendo benefício anticariogênico).
Por que as demais estão erradas?
III é falsa. A concentração de flúor não se mantém estável sozinha. Varia com: dosagem e calibração de equipamentos, vazão, mistura em reservatórios, interrupções operacionais e características da rede de distribuição. Por isso, exigem-se controle operacional (pelo serviço de abastecimento) e vigilância independente (pelas autoridades de saúde) com coletas regulares. Isso é enfatizado pelo Ministério da Saúde e pela WHO.
Análise das alternativas:
A (I e III): incorreta, pois inclui a III (falsa).
B (I, II e III): incorreta, pela III.
C (II apenas): incorreta, pois a I também é verdadeira.
Estratégias para a prova: - Procure termos absolutos como “não precisa de monitoramento”: costumam sinalizar erro em políticas públicas. - Lembre-se de duas âncoras numéricas: 0,6–0,9 mg/L (ótimo, dependente do clima) e 1,5 mg/L (limite OMS/MS). - Associe fluorose à exposição sistêmica na infância e ao somatório de fontes (água + dentifrícios), justificando a educação em saúde.
Referências-chave: WHO Guidelines for Drinking-water Quality; CDC (2015) Community Water Fluoridation – 0.7 mg/L; Ministério da Saúde – Portaria GM/MS nº 888/2021 e Manual de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano.
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