A higienização das mãos é ...

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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Técnico em Saúde Bucal |
Q3407210 Odontologia
A higienização das mãos é uma das medidas mais eficazes para prevenir infecções cruzadas em consultórios odontológicos, reduzindo a transmissão de microrganismos entre profissionais e pacientes. Em relação à higiene das mãos e à proteção da pele no atendimento clínico, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A lavagem das mãos com água e sabonete comum é suficiente para eliminar microrganismos patogênicos, sem necessidade de produtos antissépticos ou álcool 70%.
(__) O uso de luvas dispensa a necessidade de higienização das mãos, pois as luvas já oferecem barreira completa contra contaminações.
(__) A higienização das mãos deve ser realizada entre cada atendimento, garantindo a remoção de bactérias transitórias e reduzindo o risco de infecção cruzada.
(__) O uso de cremes hidratantes neutros ao final do expediente ajuda a prevenir dermatites ocupacionais, mantendo a integridade da pele dos profissionais da odontologia.

A sequência está correta em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C — F – F – V – V

Tema central: Higienização das mãos e proteção da pele na prática odontológica. As mãos são o principal vetor de infecções cruzadas. Em Odontologia, o risco é elevado por contato com sangue, saliva e aerossóis. Objetivo: remover flora transitória e reduzir carga microbiana da flora residente, preservando a integridade cutânea.

Justificativa da sequência

1) Falsa: água e sabonete comum removem sujidade e parte da flora transitória, mas não “eliminam” patógenos de forma confiável em contexto assistencial. As diretrizes recomendam preparações alcoólicas 70% (quando as mãos não estiverem visivelmente sujas) ou sabonete antisséptico. Em sujidade visível, lavar com água e sabão e, se necessário, complementar com álcool. (OMS/WHO 2009; ANVISA Guia de Higienização das Mãos 2013; CDC).

2) Falsa: luvas não substituem a higienização. Há microperfurações, contaminação durante a retirada e colonização da pele sob a luva. Deve-se higienizar antes de calçar e após retirar as luvas. (OMS “My 5 Moments”; CDC; ANVISA).

3) Verdadeira: Higienizar as mãos entre cada atendimento reduz flora transitória e o risco de infecção cruzada. Inclui os “5 Momentos”: antes do contato, antes de procedimento asséptico, após risco de fluidos, após contato com o paciente e com o ambiente. (OMS/ANVISA).

4) Verdadeira: Cremes hidratantes neutros (sem perfume, pH fisiológico e compatíveis com o material da luva) ao final do expediente ajudam a prevenir dermatites ocupacionais, mantendo a barreira cutânea. Evitar petrolatos com luvas de látex, pois podem degradá-las. (CDC; ANVISA; diretrizes de prevenção de dermatite irritativa).

Análise das alternativas

A (V–F–F–V): erra a 1ª (não é V). B (V–V–V–V): superestima 1ª e 2ª. C (F–F–V–V): única que acompanha as evidências. D (F–F–V–F): erra a 4ª, que é verdadeira.

Estratégia de prova: desconfie de termos absolutos como “suficiente” e “dispensa” — geralmente falsos em biossegurança. Valorize menções à higienização entre pacientes e à proteção da pele.

Fontes-chave para revisão rápida: OMS/WHO Guidelines on Hand Hygiene in Health Care (2009, atualizações), ANVISA – Higienização das Mãos em Serviços de Saúde (2013), CDC Hand Hygiene in Healthcare Settings.

Mensagem final: pratique a técnica correta (fricção alcoólica 20–30 s ou lavagem 40–60 s), higienize nos 5 momentos e cuide da pele para manter a adesão.

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