A prevalência de cárie em co...

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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Técnico em Saúde Bucal |
Q3407199 Odontologia
A prevalência de cárie em comunidades pode estar relacionada a fatores epidemiológicos como ausência de fluoretação da água, hábitos alimentares inadequados e falta de supervisão na higiene bucal. Em relação às estratégias da Atenção Básica para a prevenção da cárie na infância, assinale a alternativa correta.
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Tema central: prevenção de cárie na infância na Atenção Básica. A cárie é uma doença biofilme-açúcar dependente, modulada pelo tempo e fatores do hospedeiro; o flúor é protetor, mas não atua isoladamente. Estratégias eficazes combinam intervenções clínicas e educativas, com foco individual e coletivo.

Alternativa correta: D — A atuação integrada da equipe de saúde bucal com escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor (verniz/gel conforme risco) e campanhas educativas é o padrão-ouro na Atenção Básica para reduzir incidência de cárie. Isso está alinhado ao Ministério da Saúde (Política Nacional de Saúde Bucal; Cadernos de Atenção Básica – Saúde Bucal), que recomenda: uso diário de dentifrício fluoretado (≥1000 ppm), supervisão da escovação em crianças, verniz fluoretado em grupos de risco, educação alimentar (redução de açúcares livres) e medidas populacionais como fluoretação da água. A OMS recomenda limitar açúcares livres a <10% das calorias (ideal <5%) e reconhece a fluoretação da água como custo-efetiva e equitativa.

Por que as demais estão incorretas?

A — “Flúor tópico é suficiente” é afirmação absolutista. O flúor reduz desmineralização e favorece remineralização, mas sem escovação supervisionada (crianças não têm destreza até ~6–8 anos) e controle do açúcar, o risco se mantém. Diretrizes do MS/OMS defendem abordagem multicomponente, incluindo educação em saúde e, quando indicado, selantes de fissura.

B — “Fluoretação da água não influencia” contraria forte evidência: a fluoretação comunitária reduz cárie em 20–40%, é segura e amplia equidade, complementando (não substituindo) o dentifrício fluoretado. É política recomendada pelo MS e respaldada pela OMS como intervenção de saúde pública efetiva.

C — “Açúcar não é relevante; flúor protege totalmente” está errado. A frequência de consumo de açúcar é o principal motor da acidogênese do biofilme; o flúor mitiga, mas não confere proteção total. Em alta exposição a açúcares, a progressão da cárie ocorre mesmo com flúor. OMS e SBP reforçam restrição de açúcares livres e evitam ofertar açúcar a lactentes.

Estratégias para a prova: desconfie de termos absolutos como “suficiente”, “não influencia”, “proteção total” e “exclusivamente”. Em cariologia, a alternativa correta costuma integrar medidas clínicas + educativas + populacionais.

Resumo prático na Atenção Básica: escovação diária com dentifrício fluoretado (≥1000 ppm) sob supervisão; verniz fluoretado periódico em alto risco; educação alimentar com redução de açúcares; selantes quando indicados; incentivo à fluoretação da água e ações coletivas nas escolas.

Referências-chave: Ministério da Saúde (Política Nacional de Saúde Bucal; Caderno de Atenção Básica – Saúde Bucal); OMS – Diretriz de ingestão de açúcares; OMS – Fluoretação da água como medida de saúde pública.

Gabarito: D

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