A aplicação de flúor é ...
Gabarito comentado
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Tema central: seleção de métodos de aplicação de flúor em crianças de alto risco de cárie, considerando idade, risco, exposição prévia e hábitos. A prevenção é individualizada e combina medidas profissionais e domiciliares.
Gabarito: B
Por que a alternativa B está correta? Porque reflete a abordagem baseada em risco: combinar flúor profissional (ex.: géis/verniz em consultório), medidas coletivas (ex.: bochechos fluoretados em escolas para crianças ≥6 anos) e uso diário de creme dental fluoretado em casa. Evidências e diretrizes (AAPD 2023; ADA 2013/2020; OMS 2017; Ministério da Saúde – Saúde Bucal) sustentam que crianças de alto risco se beneficiam de:
- Creme dental fluoretado ≥1000 ppm F, 2x/dia, quantidade “arroz” (até 3 anos) ou “ervilha” (3–6 anos), com supervisão.
- Aplicações profissionais (preferencial: verniz 5% NaF 2–4x/ano; géis 1,23% APF também são opção).
- Bochechos fluoretados 0,05% diários ou 0,2% semanais em programas escolares para ≥6 anos.
Estratégia de prova: em alto risco, procure nas alternativas a combinação de estratégias e a individualização por risco e idade.
Análise das alternativas incorretas
A – Afirma padronização para todas as crianças e desconsidera risco, idade e frequência de exposição. Isso contraria diretrizes que recomendam planejamento personalizado (AAPD/ADA/OMS). A eficácia do flúor depende da frequência e do nível de exposição contínua ao F-.
C – Supõe que a aplicação profissional isolada “resolve” sem abordar dieta e higiene diária. Cárie é multifatorial; o controle do biofilme e a redução de açúcar livre são pilares. Diretrizes enfatizam creme dental fluoretado diário e aconselhamento dietético como indispensáveis ao lado do flúor profissional.
D – Supervaloriza géis como “única” opção e descarta creme dental e bochechos. Evidência robusta apoia o verniz e o creme dental fluoretado como bases da prevenção; bochechos têm papel em alto risco (≥6 anos). Não há suporte para exclusividade dos géis.
Pontos-chave práticos
- Idade importa: evitar bochechos em <6 anos pelo risco de deglutição.
- Risco alto: aumentar frequência de verniz/géis e reforçar escovação com F-.
- Educação dietética: reduzir açúcares livres e lanches frequentes.
Referências essenciais: AAPD – Guideline on Fluoride Therapy (2023); ADA Clinical Practice Guidelines (2013/2020) para verniz/gel/bochecho; OMS (2017) Guia de prevenção de cárie; Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica: Saúde Bucal.
Dica para futuras questões: quando o enunciado trouxer “alto risco”, busque alternativas que combinem flúor profissional + domiciliar + ações coletivas, e que citem faixas etárias e supervisão.
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