A manipulação do amálgama odontológi...

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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Técnico em Saúde Bucal |
Q3407196 Odontologia
A manipulação do amálgama odontológico requer técnica adequada para garantir a qualidade da restauração e o cumprimento das normas de biossegurança. Em relação à amalgamação e ao manuseio seguro do amálgama, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: Amalgamação (trituração) do amálgama e biossegurança. O objetivo é obter uma massa homogênea, brilhante e plástica, com mínima exposição ocupacional ao mercúrio. Isso depende de tempo e velocidade corretos no amalgamador e de manuseio seguro. Diretrizes: ADA/OSHA, OMS/WHO e normas brasileiras (ANVISA RDC 222/2018) e EPA (separadores de amálgama).

Alternativa correta — D. Seguir o tempo e a velocidade do fabricante garante a proporção e energia de mistura adequadas, formando ligações corretas entre partículas e mercúrio. O resultado esperado é brilho (superfície lisa), homogeneidade (sem grumos) e plasticidade (facilidade de condensação), o que melhora resistência, selamento marginal e longevidade clínica. Subtrituração → massa opaca e granulosa, baixa coesão e maior porosidade. Supertrituração → massa “pastosa”, aquecida, pegajosa, com tempo de trabalho reduzido e pior desempenho marginal. Evidência consolidada em manuais de Materiais Dentários (Craig, Sakaguchi) e recomendações da ADA.

Análise das incorretas:

A. Incorreta. Resíduos de amálgama contêm mercúrio e prata e são resíduos químicos perigosos. Devem ser acondicionados em recipientes herméticos, coletados por empresa licenciada e, no consultório, capturados por separadores de amálgama na linha de sucção (EPA/ADA). No Brasil, a ANVISA RDC 222/2018 classifica e regula o manejo de resíduos de serviços de saúde; descarte em recipiente comum é vedado. O mercúrio é tóxico ambiental e ocupacional (OMS).

B. Incorreta. Contato direto com amálgama/mercúrio é arriscado. Embora a principal via de toxicidade seja inalação de vapor, há absorção cutânea possível. Usa-se cápsulas pré-dosadas, EPIs (luvas, máscara, óculos), ventilação e evita-se manipular mercúrio livre (ADA/OSHA, OMS). Derramamentos exigem kit específico, não pano comum.

C. Incorreta. Trituração manual (mão/almofariz) é obsoleta e insegura, gerando mistura inconsistente, maior exposição ao mercúrio e pior desempenho clínico. O amalgamador mecânico assegura energia de mistura e tempo padronizados, condição essencial para propriedades físico-mecânicas adequadas (ADA, manuais de Materiais Dentários).

Estratégia de prova:

  • Palavras-chave como “tempo/velocidade do fabricante” e “massa homogênea, brilhante e plástica” sinalizam a alternativa correta.
  • Desconfie de enunciados que minimizam riscos do mercúrio ou sugerem descarte comum — contrariam OMS/ANVISA.
  • “Dispensar amalgamador” é pista de erro: padrão atual é cápsula pré-dosada + amalgamador.

Resumo prático: use cápsulas pré-dosadas, amalgamador no tempo/velocidade do fabricante, garanta consistência brilhante e plástica, adote EPIs, ventilação, separador de amálgama e destinação correta do resíduo (RDC 222/2018; ADA/OMS/EPA).

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