Determinadas espécies de animais silvestres apresentam uma ...
Gabarito comentado
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Tema central: uso de espécies sentinelas na Vigilância em Saúde (abordagem One Health) para detectar precocemente riscos de zoonoses no ambiente antes de surgirem casos humanos.
Resposta correta: sentinelas. Espécies sentinelas são animais monitorados porque sua infecção/morte sinaliza a presença e a circulação de agentes em uma área. Exemplos clássicos no Brasil: primatas não humanos (bugios, saguis) como sentinelas de febre amarela — epizootias acionam vacinação em bloqueio e intensificação da vigilância; morcegos positivos indicam raiva em circulação e orientam investigação e profilaxia pós-exposição em humanos. Também se utilizam equídeos e aves para vigilância de arboviroses em algumas regiões.
Por que está correta? O enunciado descreve espécies que “mensuram riscos ambientais” e sinalizam a presença de vírus (raiva, febre amarela) — exatamente a função sentinela: alerta precoce para orientar ações de controle (vacinação, controle vetorial, comunicação de risco). Isso está alinhado ao Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que trata epizootias em primatas como evento sentinela para febre amarela e a vigilância de quirópteros para raiva.
- Profiláticas: “Profilático” é atributo de medidas preventivas (vacinas, quimioprofilaxia), não uma função ecológica de espécies. Animais não são “profiláticos”.
- Migratórias: descreve padrão de deslocamento. Algumas aves migratórias podem carregar patógenos, mas “migração” não é função de vigilância nem mede risco por si só.
- Exóticas: espécies não nativas. Podem até atuar como reservatórios/invasoras, porém não caracterizam a função de indicar risco ambiental. O termo não se relaciona à vigilância.
- Vetonas (vetoras): vetores transmitem o agente ao hospedeiro (ex.: Haemagogus/Sabethes para febre amarela silvestre). Sentinelas não transmitem; apenas indicam a circulação do patógeno.
Estratégia de prova: quando o enunciado falar em “medir risco”, “detectar presença” ou “alerta precoce”, pense em sentinela. Se o texto enfatizar “transmissão do agente”, a pista é vetor.
Referências rápidas: Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde (epizootias em PNH como evento sentinela para febre amarela; vigilância de raiva em quirópteros). OMS/OPAS – abordagem One Health e vigilância sentinela em zoonoses.
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