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Q3990764 Psiquiatria
Em relação ao transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), assinale a opção correta.
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O elemento decisivo era reconhecer que, no TDAH, o diagnóstico é clínico e depende da presença de sintomas em dois ou mais contextos, com início na infância.

Tema central: Diagnóstico clínico do TDAH
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma testes neuropsicológicos em condição necessária para o diagnóstico. Pela base, esses testes podem auxiliar na avaliação diferencial ou funcional, mas o diagnóstico de TDAH é clínico e não depende obrigatoriamente deles.
B
Errada
Está errada porque generaliza de forma indevida o metilfenidato como tendo 'alto potencial aditivo' e faz disso a razão central da cautela prescricional. A base admite que o uso exige cautela clínica, especialmente em situações de risco de uso indevido, mas rejeita essa formulação superdimensionada como regra geral.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde ao critério clínico-operacional do TDAH descrito na base: o diagnóstico se apoia na presença de sintomas de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade, com início na infância e manifestação em múltiplos contextos de vida. A redação é simplificada, mas permanece compatível com o núcleo diagnóstico aceito.
D
Errada
Está errada porque subestima gravemente a frequência de comorbidades psiquiátricas em adultos com TDAH. A base afirma que a prevalência de pelo menos uma comorbidade psiquiátrica é muito superior a 20%, tornando a alternativa incompatível com o conhecimento consolidado.
Pegadinha da questão
A questão misturou uma afirmação correta sobre o núcleo clínico do diagnóstico com erros comuns: tratar teste auxiliar como obrigatório, aceitar uma generalização exagerada sobre o metilfenidato e não perceber que 20% de comorbidade em adultos com TDAH é um número artificialmente baixo.
Dica para questões semelhantes
  • Em TDAH, primeiro procure o núcleo diagnóstico clínico: início na infância, persistência dos sintomas e presença em mais de um contexto.
  • Não trate exame complementar como requisito diagnóstico se a própria base clínica já define o transtorno.
  • Desconfie de alternativas que usam generalizações fortes como 'alto potencial' ou percentuais incompativelmente baixos sem aderência ao padrão consolidado.

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