A respeito da teoria pigouviana do bem-estar econômico desen...
I. contempla uma preocupação com a questão da ação pública com vistas a alcançar maior eficiência econômica.
II. introduz a questão das "falhas de mercado" como elementos que afetam o equilíbrio do mercado.
III. fortalece a posição contrária à tributação dos mais ricos, como ferramenta distributiva, com base no princípio da utilidade marginal decrescente.
IV. apresenta como pressuposto a igualdade entre produto marginal líquido privado e produto marginal líquido social, afastando a noção de falhas de mercado.
V. traz importantes elementos para o desenvolvimento posterior do que chamamos de Economia do Meio Ambiente.
Está correto o que se afirma APENAS em
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O imposto pigouviano recebe este nome em homenagem ao economista britânico Arthur Cecil Pigou (1877-1959). Trata-se de uma ferramenta fiscal específica, desenhada para corrigir externalidades negativas na economia.
Externalidades consistem em efeitos colaterais das atividades econômicas que não são considerados nas transações de mercado. Podem ser positivas, quando beneficiam terceiros, ou negativas, quando impõem custos à coletividade.
Exemplo clássico de externalidade negativa é a poluição gerada por uma indústria: a empresa obtém lucro, mas o custo dessa poluição recai sobre toda a sociedade, que arca com piora na saúde, diminuição da qualidade de vida e degradação ambiental.
O imposto pigouviano foi concebido para corrigir esse desequilíbrio, pois, na prática, trata-se de um tributo cobrado sobre o agente que provoca a externalidade, de modo a internalizar o custo social no preço de seu produto ou serviço. Com isso, os responsáveis pelos danos sociais passam a pagar por eles, e os consumidores são desestimulados a optar por produtos ou comportamentos prejudiciais.
Fonte: Estratégia
A teoria pigouviana é um marco na transição da economia clássica para a economia do bem-estar. Pigou defendia que o Estado deve intervir na economia (através de impostos ou subsídios) sempre que o livre mercado não conseguir maximizar o bem-estar social, buscando assim a eficiência econômica.
Embora o termo "falhas de mercado" tenha sido consolidado formalmente mais tarde, Pigou foi quem lançou as bases conceituais ao identificar as externalidades. Ele demonstrou que, em certas situações, o equilíbrio de mercado não é ótimo porque os preços não refletem todos os custos ou benefícios para a sociedade.
Na verdade, a posição de Pigou era a favor da redistribuição de renda. Ele utilizou o princípio da utilidade marginal decrescente do dinheiro para argumentar que uma unidade adicional de moeda gera muito mais bem-estar (utilidade) para uma pessoa pobre do que para uma rica. Portanto, transferir renda dos mais ricos para os mais pobres aumentaria a satisfação total da sociedade.
O pressuposto central de Pigou é justamente a divergência (e não a igualdade) entre o produto marginal líquido privado e o produto marginal líquido social.
- Produto Privado: O ganho de quem produz/consome.
- Produto Social: O impacto total na sociedade (incluindo terceiros). Quando há essa divergência (uma externalidade), o mercado falha, e é necessária a intervenção.
Pigou é considerado o "pai" da Economia Ambiental moderna. O conceito de Imposto Pigouviano (taxar o poluidor em um valor igual ao custo do dano causado à sociedade) é, até hoje, a ferramenta teórica fundamental para lidar com problemas como a poluição e as mudanças climáticas.
I. Correto:
(...)
Pigou defendeu a intervenção do Estado (ação pública) por meio de impostos ou subsídios para corrigir imperfeições e alcançar maior eficiência econômica.
(...)
II. Correto:
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A teoria de Pigou foi pioneira ao sistematizar o conceito de falhas de mercado (como as externalidades), mostrando que o mercado nem sempre se autorregula perfeitamente.
(...)
III. Incorreto:
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Pigou defendia a tributação dos mais ricos e a redistribuição de rendimento. Com base na utilidade marginal decrescente da moeda, tirar 1 real de um rico gera menos impacto/perda do que o ganho que esse mesmo 1 real traz para um pobre.
(...)
IV. Incorreto:
(...)
O pressuposto de Pigou é que existe uma divergência (diferença) entre o produto marginal privado e o social (causada pelas externalidades), e não uma igualdade. Ele pretendia justamente corrigir essa diferença, e não afastá-la.
(...)
V. Correto:
(...)
Ao criar o conceito de impostos pigouvianos para corrigir custos externos (como a poluição), Pigou deu a base teórica para o surgimento da Economia do Meio Ambiente.
(...)
Fonte: Gemini
GABARITO: C.
Corretos: I, II e V
I e II estão corretos: a análise de Pigou examina situações em que decisões privadas não produzem o melhor resultado social e considera ações públicas para melhorar a eficiência.
V também está correto: o estudo das externalidades e dos tributos corretivos forneceu bases para a Economia do Meio Ambiente.
Arthur C. Pigou, em The Economics of Welfare, analisa divergências entre produtos marginais líquidos privados e sociais e a possibilidade de corrigi-las com tributos ou subsídios. Ao discutir distribuição, a utilidade marginal decrescente sustenta argumentos favoráveis à transferência de renda aos pobres, consideradas as condições e os efeitos sobre a produção.
Por que as outras estão erradas?
A: Inclui III e IV, falsos: III inverte o argumento distributivo; IV exclui justamente a divergência que Pigou investiga.
B: Inclui III e IV e ainda deixa de fora V, que é verdadeiro.
D: Inclui IV, falso, e omite II e V.
E: Inclui III, falso, e omite I. Logo, apenas C reúne I, II e V.
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