Do cotejo entre as abordagens de Pigou (impostos e subsídios...
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Para Coase, mesmo que existam externalidades, na ausência de custos de transação, independemente da alocação inicial de direitos, será possível o atingimento de um acordo entre as partes.
Assim, tem-se que a resposta é a letra B.
Para Ronald Coase, se não houver custos de transação, o resultado eficiente independe de quem detém inicialmente o direito, pois as partes conseguem negociar e ajustar a alocação por conta própria.
Exemplo: um vizinho faz barulho e outro quer silêncio. Se for fácil negociar, pouco importa quem tem o direito — ao silêncio ou ao barulho —, pois eles chegam a um acordo (um paga ao outro para reduzir ou manter o nível de ruído), atingindo o mesmo resultado eficiente.
Letra A) quem defende a ação estatal como forma de corrigir as externalidades é Pigou.
Letra C) o foco de Coase é a eficiência na alocação de recursos através da negociação coletiva. Já Pigou foca na intervenção estatal para maximizar a utilidade coletiva através de tributos e subsídios.
Letra D) alternativa falsa.
Coase: na ausência de custos de transação e com direitos de propriedade definidos, as partes negociam e alcançam a alocação eficiente de Pareto, sem intervenção estatal
Pigou: governo deve intervir com impostos/subsídios para corrigir externalidades e alcançar o ótimo de Pareto
Letra E) alternativa falsa. Essa divergência provoca uma externalidade/falha de mercado. Se o custo social superar o privado é uma externalidade negativa; se o custo privado superar o social é uma externalidade positiva, levando a ineficiência de Pareto.
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