Pode não parecer para alguns de nós, mas as horas,
os minutos e os segundos se moviam no passado na mesma
velocidade que no presente. “O tempo absoluto, verdadeiro
e matemático, por si mesmo e por sua própria natureza, flui
igualmente sem relação com nada de externo, e com outro
nome, é chamado de duração”, disse Isaac Newton séculos
atrás. Então, __________ tantas pessoas sentem que ele
tem andado mais rápido? E ___________, ele parece estar
parado, em alguns momentos?
Não é o tempo que fica mais curto. Ao contrário. A
cada século, nossos dias se tornam 1,8 milissegundos mais
longos. O que acontece é que a sensação de passagem do
tempo reflete o que ocorre no nosso mundo interno. Ou
seja, é o que sentimos que nos faz ver o tempo voar ou se
arrastar. E essa nossa visão particular envolve diferentes
áreas cerebrais – como as relacionadas à emoção e à
memória – além de vários neurotransmissores.
Nada interfere tanto na percepção do tempo como as
nossas emoções. Quando o relógio não anda em sintonia
com o que estamos sentindo no momento, ele pode parecer
apressado ou lento.
É por isso que quando nos acontecem coisas boas,
temos a impressão de que o tempo passa rápido demais.
Mas se vivemos um momento ruim, ele parece durar uma
eternidade. Ambos despertam em nós reações diferentes.
Quando estamos nos divertindo, nos envolvemos nessas
atividades e não prestamos atenção no horário em si. Isso
faz com que o tempo voe. Já quando estamos em uma
situação aversiva, desconfortável, não vemos a hora dela
terminar e acabamos voltando nossa atenção ao relógio.
Sentir o tempo voar é uma sensação mais forte para
algumas pessoas do que para outras. Antigamente, a ciência
acreditava que o envelhecimento acentuava essa percepção.
Mas essa certeza vem sendo contestada. Em um artigo
publicado recentemente, os pesquisadores Sylvie Droit-Volet
e John Wearden afirmam que experiência da passagem do
tempo na vida cotidiana não tem a ver com a idade, mas
com o estado emocional de cada um.
Não se pode negar que é comum pessoas mais velhas
terem um dia a dia sem muitos acontecimentos, sem as
novidades e experiências marcantes que costumam fazer
parte do início da vida. Por não terem memórias novas, elas
veem os anos passarem num piscar de olhos. Mas isso não é
uma regra. Há idosos que têm uma vida dinâmica e jovens
presos a uma rotina monótona. Independentemente da
idade, uma boa dica para “alongar” os dias é apreciar as
coisas simples, como prestar mais atenção nas pessoas, nas
ruas, nas cores, nos cheiros, nos sabores e em outros
encantos do cotidiano que geralmente passam
despercebidos.
(Fonte: Uol - adaptado.)
Se passarmos a palavra “relógio”, sublinhada no terceiro
parágrafo do texto, para o plural, quantas outras palavras
devem ser alteradas para que o período fique
gramaticalmente CORRETO?