Em uma amostra de escarro de um paciente de 35 anos que apr...
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Vamos analisar a questão e identificar o tema central:
A questão aborda um cenário clínico em que um paciente apresenta perda de peso, tosse persistente e febre, especialmente ao final da tarde. Além disso, foi encontrada a presença de bacilos álcool-ácido resistentes em uma amostra de escarro. Esses achados são clássicos para uma doença que é bastante prevalente e importante no contexto de saúde pública: a tuberculose.
A presença de bacilos álcool-ácido resistentes é um indicativo direto da infecção por Mycobacterium tuberculosis, o agente causador da tuberculose. Este bacilo possui uma parede celular rica em lipídios, que torna a coloração resistente a ácidos, característica que é verificada pelo teste de Ziehl-Neelsen. A combinação dos sintomas clínicos e o achado laboratorial direcionam fortemente para este diagnóstico.
Justificativa para a alternativa correta (A - Tuberculose):
- A tuberculose é uma doença infecciosa que comumente apresenta sintomas como tosse persistente, perda de peso e febre vespertina, exatamente como descrito na questão.
- O achado de bacilos álcool-ácido resistentes no escarro é uma marca registrada da Mycobacterium tuberculosis, confirmando a suspeita clínica.
Análise das alternativas incorretas:
B - Hanseníase: Embora também seja causada por um bacilo álcool-ácido resistente, o Mycobacterium leprae, a hanseníase se manifesta de forma diferente, com sintomas cutâneos e neurológicos, e não afeta primariamente os pulmões.
C - Candidíase: Trata-se de uma infecção fúngica causada por Candida spp., que não são bacilos nem apresentam resistência a ácidos. Os sintomas descritos não são compatíveis com candidíase pulmonar.
D - Pneumonia: É uma infecção pulmonar comum, mas geralmente causada por bactérias como Streptococcus pneumoniae ou Haemophilus influenzae, que não são bacilos álcool-ácido resistentes. Os sintomas e achados laboratoriais não são típicos.
E - Sarampo: É uma infecção viral que não envolve bacilos álcool-ácido resistentes. Seus sintomas incluem febre, erupção cutânea e sintomas respiratórios, mas não a persistência de tosse com achados laboratoriais característicos da tuberculose.
Essa questão ilustra a importância de correlacionar sintomas clínicos com achados laboratoriais para chegar a um diagnóstico preciso. Para diagnósticos de tuberculose, além do exame de escarro, o tratamento inclui a combinação de fármacos como isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol, conforme diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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A
As micobactérias são conhecidas como Bacilos Álcool-Ácido Resistentes (BAAR) por apresentarem parede celular constituída de ácidos micólicos e grande quantidade de lipídios (60 a 70%), o que torna difícil a penetração dos corantes e de outros produtos químicos em solução aquosa devido ao caráter hidrofóbico.
O diagnóstico de Mycobateríum por coloração de Ziehl- Neelsen se fundamenta nas características da parede celular com alto teor de lipídios. Quando tratada com fucsina fenicada, a parede se cora de vermelho e resiste ao descoramento por solução de álcool-ácido (diferenciador). Isso as distingue das demais bactérias que não possuem parede celular rica em lipídios, descorando-se pelo álcool ácido e corando-se em azul mediante o contra-corante azul de metileno. A infecção pelo Mycobacterium tuberculosis é geralmente transmitido por gotículas de secreções (como de tosse) provenientes de uma pessoa com tuberculose ativa. É muito estável em tais gotículas e no escarro, podendo permanecer viável mesmo no escarro seco por até seis semanas. O M. tuberculosis das gotículas é então, inalado e atinge um ambiente altamente aeróbio do pulmão, onde produz uma pneumonite não específica. Outra micobactéria é a Mycobacterium leprae é aparentemente transmitido de lesões cutâneas infectadas através de ferimentos de pele onde ele pode permanecer latente por vários meses ou décadas. Forma-se uma lesão granulomatosa crônica semelhante àquela da tuberculose, com células epitelióides gigantes, porém sem necrose caseosa. O M. leprae afeta principalmente a pele e o tecido nervoso.
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