Para fins de vigilância epidemiológica da aids, a definição...

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Q3792066 Medicina
Para fins de vigilância epidemiológica da aids, a definição de caso em adultos (idade ≥ 13 anos) infectados pelo HIV é: 
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde, Guia de Vigilância em Saúde, 6ª ed., cap. Infecção pelo HIV e aids, Quadro 4 – Critérios de definição de casos de aids em indivíduos com 13 anos de idade ou mais, critério CDC adaptado – revisão 2013: "Evidência de diagnóstico de infecção pelo HIV por testes imunológicos ou virológicos, normatizados pelo Ministério da Saúde
+
Evidência de imunodeficiência: diagnóstico de pelo menos uma doença indicativa de aids (Quadro 5)
e/ou
Contagem de linfócitos T-CD4+ <350 células/mm3".

Tema central: Definição de caso de aids
Análise das alternativas
A
Errada
Exame laboratorial confirmatório para infecção pelo HIV, isoladamente, não basta para definir caso de aids. O critério oficial é cumulativo em dois blocos: evidência de infecção pelo HIV + evidência de imunodeficiência. Falta, portanto, o requisito adicional de doença indicativa de aids e/ou CD4+ < 350 células/mm3.
B
Certa
A alternativa B é a que melhor se compatibiliza com o critério normativo para adultos com 13 anos ou mais, porque indica a imunodeficiência por contagem de T-CD4+ < 350 células/mm3 ou por doença definidora, que é justamente o núcleo da definição oficial. Embora o enunciado da alternativa não explicite a etapa prévia de evidência de infecção pelo HIV, ela é a única opção alinhada ao critério CDC adaptado adotado pelo Ministério da Saúde.
C
Errada
A norma não exige que a doença definidora só tenha valor se o CD4+ estiver abaixo de 200 células/mm3. Ao contrário, o texto normativo usa "e/ou" e admite imunodeficiência por doença indicativa de aids ou por CD4+ < 350 células/mm3. A alternativa cria restrição que não existe no critério oficial.
D
Errada
O ato normativo aplicável não adota CD4+ < 500 células/mm3 como ponto de corte e também não exige carga viral detectável para a definição de caso de aids. A alternativa introduz requisitos estranhos ao critério oficial.
E
Errada
Febre, linfadenopatia e exantema com sorologia positiva não correspondem ao critério normativo definidor de aids em adultos para vigilância epidemiológica. A base é expressa ao afirmar que sintomas inespecíficos não substituem doença indicativa de aids nem o corte de CD4+ previsto.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre infecção pelo HIV e definição de caso de aids para vigilância epidemiológica, além da troca do ponto de corte correto de CD4+ < 350 por valores indevidos, como 200 ou 500.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre os dois blocos do critério: infecção pelo HIV e imunodeficiência; HIV positivo isolado não fecha caso de aids.
  • Memorize o ponto de corte normativo cobrado na base: CD4+ < 350 células/mm3.
  • Se aparecer doença definidora, não acrescente exigência de CD4+ < 200 sem previsão expressa.
  • Desconfie de alternativas que incluam carga viral detectável ou sintomas inespecíficos como requisito definidor, porque isso não integra o critério oficial.

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