Paciente com febre, mialgia em panturrilhas e sufusão conju...

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Q3792064 Medicina
Paciente com febre, mialgia em panturrilhas e sufusão conjuntival no 5º dia de sintomas realizou ELISA-IgM não reagente para leptospirose. À luz das recomendações de vigilância laboratorial, indique a conduta diagnóstica adequada:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde, Guia de Vigilância em Saúde, volume 3, Leptospirose, Figura 4 – Algoritmo I - encerramento do caso de leptospirose com amostra colhida antes do 7º dia do início dos sintomas; Anexo A, Teste de ELISA-IgM: "Amostra colhida antes do 7° dia do início de sintomas [...] ELISA-IgM Não reagente [...] Não podendo colher 2a amostra a partir do 7° dia, avaliar o caso visando descartar ou confirmar pelo critério clínico-epidemiológico [...] O teste imunoenzimático ELISA-IgM [...] permite a detecção de anticorpos (IgM) a partir da primeira semana (aproximadamente 7 dias) de curso da doença". Como o exame foi feito no 5º dia, o resultado não reagente é precoce e não autoriza descarte; a conduta correta é manter a suspeita e colher nova amostra a partir do 7º dia.

Tema central: Janela do ELISA-IgM
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque o algoritmo oficial não autoriza descartar leptospirose com ELISA-IgM não reagente em amostra colhida antes do 7º dia. O erro jurídico-técnico da alternativa é tratar como conclusivo um resultado que, pela regra oficial, pode ser apenas precoce e exige nova amostra.
B
Errada
Incorreta porque repetir o ELISA-IgM no mesmo dia não cumpre o requisito temporal indicado pelo guia. A base oficial afirma que a detecção de IgM ocorre a partir da primeira semana, aproximadamente 7 dias; logo, repetição imediata mantém a mesma limitação de coleta precoce.
C
Errada
Incorreta porque a rotina oficial para amostra colhida antes do 7º dia é manter a investigação e colher nova amostra, não solicitar MAT isoladamente e encerrar o caso. A alternativa contraria o algoritmo oficial ao propor encerramento com exame isolado nesse cenário.
D
Certa
A alternativa D aplica exatamente o algoritmo oficial de vigilância laboratorial para leptospirose: quando a amostra foi colhida antes do 7º dia e o ELISA-IgM veio não reagente, não se encerra o caso com esse resultado. O fundamento específico é a janela temporal do teste, pois o próprio guia registra que o ELISA-IgM permite detecção de anticorpos a partir da primeira semana, aproximadamente 7 dias. Por isso, no 5º dia, a conduta correta é manter a suspeita diagnóstica e colher nova amostra a partir do 7º dia.
E
Errada
Incorreta porque não há autorização para confirmação imediata por critérios clínicos e encerramento da notificação quando ainda é possível seguir o fluxo laboratorial com segunda amostra. Pela base, a avaliação por critério clínico-epidemiológico é subsidiária, apenas se não for possível colher a 2ª amostra a partir do 7º dia.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre forte suspeita clínica e resultado sorológico precoce: o ELISA-IgM negativo no 5º dia parece afastar a doença, mas o ponto decisivo é que a coleta ocorreu antes da janela de melhor detecção do teste.
Dica para questões semelhantes
  • Em leptospirose, confira primeiro o dia de coleta antes de interpretar o ELISA-IgM.
  • ELISA-IgM não reagente antes do 7º dia não descarta o caso; a regra é nova amostra a partir do 7º dia.
  • Critério clínico-epidemiológico, nessa situação, só entra de forma subsidiária se não for possível colher a segunda amostra.

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