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Q3792061 Medicina
Um homem de 35 anos é notificado com diagnóstico de tuberculose pulmonar confirmada por teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB) positivo. A investigação epidemiológica identifica 8 contatos domiciliares, sendo 2 crianças menores de 5 anos, 1 pessoa vivendo com HIV com contagem de CD4 inferior a 200 células/μL e 5 adultos imunocompetentes. Segundo as recomendações de vigilância epidemiológica, qual é a ação prioritária quanto aos contatos identificados?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde, Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2ª ed. atualizada, 2019, itens 8.4.1 e 8.5.2: “Crianças contato com até 5 anos de idade devem ter a investigação e o tratamento da ILTB priorizados com avaliação clínica imediata.” e “As PVHIV devem ter prioridade no tratamento da ILTB e as indicações de tratamento são: [...] contato intradomiciliar ou institucional de pacientes com TB pulmonar ou laríngea, independentemente do resultado da PT ou do IGRA; e [...]”.

Tema central: Controle de contatos de TB
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A avaliação de contatos não se resume à baciloscopia de escarro em todos, independentemente de sintomas. O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil prevê a busca de sintomáticos respiratórios entre todos os contatos, com priorização conforme o quadro clínico, mas não estabelece baciloscopia universal e indiscriminada.
B
Errada
Incorreta. Os contatos não podem ser apenas monitorados por 12 meses sem investigação inicial. Crianças menores de 5 anos devem ter avaliação clínica imediata e prioridade na investigação e tratamento da ILTB, e as PVHIV também têm prioridade no tratamento da ILTB quando contato intradomiciliar de caso de TB pulmonar.
C
Certa
A alternativa C está correta porque, entre os contatos de caso de tuberculose pulmonar, crianças com até 5 anos e pessoas vivendo com HIV são grupos com prioridade normativa para avaliação imediata e para o manejo da infecção latente, após afastada tuberculose ativa. O enunciado descreve exatamente esses grupos prioritários, o que torna a alternativa compatível com a recomendação oficial.
D
Errada
Incorreta. A restrição da atuação apenas aos contatos sintomáticos não encontra apoio na base de decisão. A busca de sintomas deve ser feita entre todos os contatos, e os assintomáticos também permanecem no fluxo de controle de contatos.
E
Errada
Incorreta. O início do tratamento do caso índice não dispensa a investigação epidemiológica dos contatos. A avaliação dos contatos é medida própria de vigilância e deve ser mantida independentemente do tratamento já iniciado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre investigar todos os contatos e priorizar alguns deles: crianças menores de 5 anos e PVHIV não são os únicos a entrar no controle, mas são os que devem ser avaliados com prioridade para tuberculose ativa e infecção latente.
Dica para questões semelhantes
  • Em controle de contatos de tuberculose pulmonar, não restrinja a vigilância aos sintomáticos; a presença de sintomas prioriza, mas não exclui os assintomáticos do fluxo de avaliação.
  • Se o enunciado trouxer crianças com até 5 anos ou pessoas vivendo com HIV entre os contatos, trate esses grupos como prioridade imediata para investigação de TB ativa e ILTB.
  • Não presuma exame único obrigatório para todos os contatos; a base afasta a ideia de baciloscopia universal e exige investigação conforme grupo de risco e quadro clínico.
  • Não confunda início do tratamento do caso índice com dispensa de investigação dos contatos; são medidas distintas e cumulativas na vigilância epidemiológica.

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