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Q3409915 Odontologia
A adoção de medidas eficazes de biossegurança no consultório odontológico é essencial para prevenir a infecção cruzada entre profissionais de saúde e pacientes. Considerando as recomendações do Conselho Federal de Odontologia, assinale a alternativa CORRETA quanto às práticas recomendadas:
Alternativas

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Tema central: Biossegurança em Odontologia com foco em precauções padrão: higienização das mãos, uso de EPIs, limpeza/desinfecção de superfícies, barreiras e esterilização de instrumentais. O objetivo é interromper a infecção cruzada entre pacientes e equipe.

Alternativa correta (D): A higienização das mãos deve ocorrer antes e após cada atendimento, mesmo com uso de luvas. Luvas não substituem a higiene porque podem ter microperfurações e se contaminar na retirada. Esta conduta está alinhada aos “5 Momentos” da OMS, ao Manual de Higienização das Mãos da ANVISA (2013/2020) e às diretrizes do CDC para odontologia. Estratégia de prova: sempre que a alternativa reforçar “antes e após” e “entre pacientes”, tende a estar de acordo com as precauções padrão.

Por que as demais estão erradas:

A) Tornar EPI “facultativo” quando não há sangue/aerossóis contraria as precauções padrão: saliva, mucosas e gotículas também transmitem patógenos (HBV, HCV, HIV, influenza, SARS‑CoV‑2). ANVISA e CDC recomendam EPIs conforme risco do procedimento, independentemente de sangue visível.

B) Desinfetar apenas ao final do expediente é inadequado. Superfícies clínicas de contato frequente devem ser limpas e desinfetadas entre pacientes (ex.: alças de refletor, seringa tríplice, apoio de cadeira). Diretrizes: ANVISA – limpeza concorrente entre atendimentos; CDC – environmental infection control in dental settings.

C) Barreiras físicas são úteis mesmo em superfícies sem contato direto, mas com contato indireto ou exposição a aerossóis e respingos (mangueiras, teclados, painéis). Quando a limpeza é difícil ou há alto toque, recomenda-se barreira plástica trocada a cada paciente, ou limpeza e desinfecção entre atendimentos (CDC/ANVISA).

E) Instrumentais críticos (penetrantes em tecido/vasos) exigem esterilização entre pacientes, após limpeza e secagem, preferencialmente em autoclave. “Aparentemente limpos e secos” não garante segurança microbiológica. Base: classificação de Spaulding; RDC/ANVISA sobre CME; CDC Dental Guidelines.

Pegadinhas comuns: “Aparentemente limpos” e “sem sangue/aerossóis” tentam relativizar precauções padrão. Lembre: elas valem para todos os pacientes, em todos os atendimentos.

Dicas para a prova: Procure palavras-chave como “antes e após”, “entre pacientes”, “esterilização de instrumentais críticos” e “barreiras em superfícies de alto toque”. Afirmeções que postergam limpeza/desinfecção ou tornam EPIs opcionais costumam estar em desacordo com ANVISA/CDC/OMS e recomendações do CFO.

Referências essenciais: ANVISA – Manual de Higienização das Mãos (2013/2020); CDC – Guidelines for Infection Control in Dental Health-Care Settings; OMS – 5 Momentos da Higiene das Mãos; princípios de Spaulding para esterilização/desinfecção.

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