Paciente de 70 anos, com queixa de dispneia paroxística notu...
Em relação ao provável diagnóstico etiológico desse paciente, assinale a alternativa correta.
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Tema central: A questão aborda doença de Chagas em seu contexto clínico e epidemiológico, tema frequentemente cobrado em concursos públicos, especialmente em regiões endêmicas. O entendimento das fases da doença e de suas manifestações é fundamental para o diagnóstico diferencial em medicina pública.
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B destaca: "Na fase aguda da doença o quadro clínico é miocardite, febre, taquicardia desproporcional, esplenomegalia e edema." Isso se alinha ao que traz o PCDT Doença de Chagas do Ministério da Saúde: “Na fase aguda, a suspeição se baseia em sinais e sintomas sugestivos da doença e/ou presença de fatores epidemiológicos compatíveis... Esta fase cursa com sintomatologia usualmente não específica, como febre, mal-estar e astenia, ou é assintomática”. Em casos sintomáticos, pode haver miocardite aguda, insuficiência cardíaca de início súbito, esplenomegalia e edema, devido à intensa resposta inflamatória contra o Trypanosoma cruzi. Isso também é reforçado nas principais referências, como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e consensos da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Análise das alternativas incorretas:
A) "Não há distúrbio de microcirculação."
Comentário: Incorreta. Tanto na fase aguda quanto na crônica, há alterações microvasculares (microcirculação), especialmente relacionadas à lesão inflamatória, trombos e isquemia, o que contribui para danos cardíacos e digestivos.
C) "Na fase indeterminada as sorologias são negativas."
Comentário: Errada. A fase indeterminada é definida por sorologias positivas para T. cruzi sem sintomas ou sinais clínicos da doença. O diagnóstico é sorológico, como reafirmam as diretrizes do Ministério da Saúde.
D) "Para diagnóstico etiológico na fase crônica necessita apenas de um teste sorológico positivo para confirmação."
Comentário: Falha conceitual. O diagnóstico da fase crônica requer dois testes sorológicos positivos realizados por métodos diferentes, conforme recomenda o PCDT e o consenso da OMS, para evitar falso-positivos.
Dicas de prova: Fique atento a detalhes do enunciado: epidemiologia sugestiva (região endêmica, exposição ao vetor), achados clínicos (dispneia, edema, bloqueios cardíacos) e descrições específicas como “aneurisma em dedo de luva”, clássico da cardiopatia chagásica.
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