Em relação à insuficiência cardíaca congestiva (ICC), analis...

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Q2405499 Medicina
Em relação à insuficiência cardíaca congestiva (ICC), analise os itens abaixo:

I. ICC com disfunção sistólica (ICFER) é a mais comum, correspondendo a 70% dos casos.
II. Na ICC de fração de ejeção preservada (ICFEP) a espironolactona não muda a mortalidade do paciente.
III. Paciente com fração de ejeção deve usar ISGLT2. IV. Pacientes que apresentam ICFER devem evitar o uso betabloqueador.

Mediante a análise dos itens acima, assinale a alternativa correta. 
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Tema central: Insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e seu manejo clínico conforme as principais diretrizes médicas.

Análise crítica dos itens:

Item I – “ICC com disfunção sistólica (ICFER) é a mais comum, correspondendo a 70% dos casos.”
Comentário: Este dado está incorreto. Segundo o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde e diretrizes internacionais (SBC/ESC/AHA), a prevalência de ICFER e ICFEP é semelhante, cada uma correspondendo a cerca de 50% dos casos. Assim, afirmar que ICFER é predominante (70%) não reflete o quadro epidemiológico atual. Fique atento a exageros estatísticos em provas!

Item II – “Na ICC de fração de ejeção preservada (ICFEP), a espironolactona não muda a mortalidade do paciente.”
Comentário: Correto. O estudo TOPCAT demonstrou que a espironolactona não reduziu a mortalidade em ICFEP, embora possa influenciar hospitalizações. Diretrizes da SBC (2021, p.74) reforçam: “a redução de mortalidade com antagonistas de mineralocorticoides não foi demonstrada em ICFEP”.

Item III – “Paciente com fração de ejeção deve usar ISGLT2.”
Comentário: Correto para ICFER. Os inibidores de SGLT2 (como dapagliflozina) são indicados no tratamento da ICFER, trazendo benefícios em mortalidade e hospitalizações (ESC 2023). Atenção: a frase é generalista, mas a recomendação está alinhada às evidências para fração de ejeção reduzida.

Item IV – “Pacientes que apresentam ICFER devem evitar o uso de betabloqueador.”
Comentário: Errado! Betabloqueadores são fundamentais no tratamento da ICFER, reduzindo mortalidade e melhorando sintomas (Ministério da Saúde, p.22: “O uso de betabloqueadores deve ser instituído para todos os pacientes com ICFER”). Cuidado com pegadinhas que invertem condutas consagradas!

Estratégias para provas:
Fique atento a dados epidemiológicos realistas, palavras absolutas (“sempre”, “nunca”, “todos”) e recomendações em contraste com evidências consagradas. Em ICC, relacione tratamento a classificação da fração de ejeção, e procure respaldo em diretrizes nacionais.

Conclusão: Apenas os itens II e III estão corretos. Gabarito: B.

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A questão apresenta quatro afirmações sobre insuficiência cardíaca congestiva (ICC), e a alternativa correta é a B, que indica que somente os itens II e III estão corretos. Vamos analisar cada item: I. A afirmação de que a ICC com disfunção sistólica (ICFER) é a mais comum, correspondendo a 70% dos casos, é imprecisa. A prevalência relativa entre ICFER e ICFEP varia de acordo com a população e os critérios usados para o diagnóstico. Portanto, não se pode afirmar categoricamente essa proporção. II. Esta afirmação é correta. Na ICC de fração de ejeção preservada (ICFEP), a espironolactona não demonstrou benefício significativo na redução da mortalidade em grandes ensaios clínicos. III. A afirmação que pacientes com fração de ejeção reduzida devem usar inibidores do co-transportador de sódio e glicose tipo 2 (ISGLT2) está em consonância com achados recentes que sugerem benefícios desses medicamentos nesse grupo de pacientes, incluindo melhoria nos desfechos cardíacos. IV. Este item está incorreto. Pacientes com ICFER podem se beneficiar significativamente do uso de betabloqueadores, que são parte do tratamento padrão para essa condição, pois foram demonstrados para melhorar a sobrevida e reduzir a hospitalização. Portanto, a explicação para a alternativa B ser correta é que a afirmação II está alinhada com os resultados de estudos clínicos que não mostram benefícios de mortalidade com espironolactona em ICFEP, e a afirmação III está correta ao sugerir o uso de ISGLT2 em pacientes com fração de ejeção reduzida devido aos seus benefícios demonstrados em estudos recentes. As afirmações I e IV não estão corretas com base no conhecimento atual sobre a prevalência de tipos de ICC e o tratamento com betabloqueadores para ICFER, respectivamente.

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