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Q2405497 Medicina
Seguindo a classificação anatômica de Stanford, há um tipo de dissecção de aorta aguda mais comumente encontrada e um respectivo tratamento. Assinale a alternativa correta que os apresenta de forma respectiva.
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Tema central: Dissecção aguda de aorta pela classificação de Stanford e sua conduta inicial.

Gabarito: Tipo A – tratamento cirúrgico.

Por que está correto? Na classificação de Stanford, Tipo A envolve a aorta ascendente (com ou sem extensão para o arco/descendente) e corresponde à maioria dos casos (≈60–70%). Este padrão tem alto risco imediato de tamponamento cardíaco, insuficiência aórtica aguda e isquemia coronária. Por isso, a conduta é cirurgia emergencial para excluir a entrada da dissecção e restaurar o fluxo verdadeiro. Diretrizes ACC/AHA 2022 e ESC 2014 recomendam prontamente reparo cirúrgico em todo Stanford A.

Conduta prática na sala de emergência (antes da cirurgia):

  • Controle de FC e PA: beta-bloqueador i.v. (esmolol/labetalol) para FC ~60 bpm; se necessário, vasodilatador (nitroprussiato) após beta-bloqueio.
  • Analgesia adequada e monitorização intensiva.
  • Confirmação diagnóstica preferencial com angio-TC de aorta; eco transesofágico se instabilidade.

Por que as demais estão erradas?

  • A) Tipo I – tratamento clínico: “Tipo I” pertence à classificação de DeBakey, não Stanford. DeBakey I (ascendente + arco/descendente) corresponde a Stanford A e é cirúrgico, não clínico. Pegadinha clássica: misturar classificações.
  • B) Tipo A – tratamento clínico: contrário às diretrizes; manejo exclusivamente clínico em Tipo A aumenta mortalidade por ruptura/tamponamento.
  • C) Tipo B – tratamento cirúrgico: Stanford B (apenas aorta descendente) é, na maioria, tratado clinicamente. Intervenção (geralmente TEVAR) é indicada quando complicado: dor/hipertensão refratária, expansão/diâmetro >40–45 mm rápido, isquemia de órgão, ruptura/hematoma periaórtico.

Dica de prova (evite pegadinha): Memorize: A = Ascendente = Ato cirúrgico; B = Below (descendente) = Beta-bloqueador (clínico, salvo complicações). Não confunda Stanford (A/B) com DeBakey (I/II/III).

Referências rápidas: ACC/AHA Guideline for Aortic Disease (2022); ESC Guidelines on Aortic Diseases (2014); UpToDate: Acute aortic dissection; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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A dissecção de aorta é uma condição grave que ocorre quando há uma ruptura na camada interna da parede aórtica, permitindo que o sangue se infiltre entre as camadas da parede e cause a separação (dissecção) delas. A classificação de Stanford divide a dissecção aórtica em Tipo A e Tipo B, baseada na localização da dissecção. O Tipo A envolve a aorta ascendente, independentemente de outras áreas afetadas, e geralmente requer tratamento cirúrgico imediato devido ao alto risco de complicações fatais, como ruptura aórtica ou comprometimento de órgãos vitais. Por outro lado, a dissecção Tipo B ocorre distalmente à artéria subclávia esquerda e, em muitos casos, pode ser gerenciada clinicamente, especialmente se não houver complicações. Portanto, a alternativa correta é a D - Tipo A – tratamento cirúrgico, pois reflete a prática clínica padrão para a dissecção de aorta aguda do Tipo A de Stanford, que é o tipo mais comum e mais perigoso de dissecção aórtica, demandando uma intervenção cirúrgica urgente para prevenir consequências fatais.

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