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R. S., 50 anos, exerce atividades laborais como diarista há ...

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Q4232700 Terapia Ocupacional
R. S., 50 anos, exerce atividades laborais como diarista há 30 anos. Começou a apresentar quadro álgico na coluna e nas mãos, priorizou atendimento para as mãos, por considerá-las seus “instrumentos de trabalho”. Durante procedimento avaliativo, referiu, como queixa principal, o engatilhamento do 2° quirodáctilo da mão direita (tenossinovite do flexor). Assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica ocupacional adequada.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A conduta decisiva era reconhecer o dedo em gatilho e escolher a alternativa que associa posição neutra da metacarpofalangena ao deslizamento tendíneo.

Tema central: Dedo em gatilho
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Colocar a metacarpofalangena em flexão contraria o objetivo da órtese no dedo em gatilho, porque a flexão tende a manter ou favorecer o mecanismo que desencadeia o engatilhamento do tendão flexor.
B
Errada
Incorreta. Hiperextensão da metacarpofalangena não corresponde ao posicionamento conservador usual descrito para esse quadro; extrapola o bloqueio funcional necessário e não expressa a posição terapêutica adequada da MCP.
C
Certa
Na tenossinovite do flexor com engatilhamento, a conduta conservadora busca reduzir o travamento mecânico e o atrito no sistema flexor sem perder a mobilidade tendínea. Por isso, a metacarpofalangena é imobilizada em posição neutra, restringindo a flexão que precipita o engatilhamento, enquanto se promovem exercícios de deslizamento do tendão. Essa combinação de bloqueio funcional adequado da MCP com manutenção do deslizamento tendíneo é exatamente o que sustenta a alternativa C.
D
Errada
Incorreta. Cabos e talheres engrossados são recursos adaptativos que tendem a reduzir a força de preensão e a sobrecarga dolorosa; por isso, afirmar sua contraindicação vai contra a lógica de proteção articular e redução de sobrecarga manual.
E
Errada
Incorreta. Atividades repetitivas não são conduta adequada em tenossinovite por sobreuso, porque podem perpetuar irritação, dor e sobrecarga mecânica, em vez de controlar o quadro.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi trocar a finalidade da órtese: nem flexão por suposta “ergonomia”, nem hiperextensão para “inibir padrão flexor”. O correto era reconhecer que o manejo conservador limita a flexão dolorosa da MCP e preserva o deslizamento tendíneo.
Dica para questões semelhantes
  • Em dedo em gatilho, procure a alternativa que reduza o engatilhamento mecânico sem abolir o deslizamento do tendão.
  • Se a proposta aumenta flexão da MCP ou impõe hiperextensão como regra, ela não corresponde ao posicionamento conservador usual cobrado aqui.
  • Recursos adaptativos que reduzem força de preensão e sobrecarga manual não devem ser descartados sem fundamento técnico.
  • Em quadros por sobreuso, repetição mecânica como orientação terapêutica tende a ser incompatível com o controle da inflamação e da dor.

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