Sobre os dentifrícios, analisar os itens abaixo: I. Apresen...
Sobre os dentifrícios, analisar os itens abaixo:
I. Apresentam uma ação benéfica na prevenção das cáries, aumentando a concentração de flúor na saliva por cerca de 40 minutos após a escovação.
II. A utilização frequente associa a remoção do biofilme a uma diminuição nos níveis de flúor na cavidade bucal, para interferir no processo de des e remineralização.
III. São considerados como meios individuais de uso de flúor.
IV. São considerados um dos métodos mais racionais de prevenção das cáries, pois aliam a remoção do biofilme dental à exposição constante ao flúor.
Estão CORRETOS:
Gabarito comentado
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Tema central: dentifrícios fluoretados na prevenção da cárie. Eles atuam ao aumentar o flúor disponível na saliva e no biofilme, favorecendo a remineralização e inibindo a desmineralização, além da remoção mecânica do biofilme pela escovação.
Gabarito: Alternativa A (Somente I e IV).
Justificativa dos itens corretos:
I. Correto. Após escovação com dentifrício fluoretado, os níveis de flúor na saliva e no biofilme aumentam e permanecem elevados por ~30–60 minutos, formando “reservatórios” tipo CaF2, que liberam flúor gradualmente. Isso reduz a desmineralização e estimula a remineralização (Fejerskov & Kidd; Ten Cate; Cochrane Walsh et al., 2019).
IV. Correto. Dentifrícios são um dos métodos mais racionais porque combinam a remoção do biofilme (efeito mecânico) com a exposição frequente ao flúor (efeito químico), gerando benefício cumulativo diário. Diretrizes internacionais e do Ministério da Saúde apontam o dentifrício fluoretado como principal estratégia populacional de controle de cárie (WHO/PAHO; MS Brasil – recomendações de fluoretos).
Análise dos itens incorretos:
II. Incorreto. A “utilização frequente” não diminui o flúor na cavidade bucal. Pelo contrário, o uso regular aumenta a disponibilidade de flúor no biofilme/saliva e fortalece os reservatórios pós-escovação. Remover biofilme não reduz a eficácia do flúor; antes, potencializa a ação anticárie ao reduzir o desafio ácido e manter flúor disponível (Fejerskov & Kidd; Ten Cate).
III. Incorreto no contexto de Saúde Coletiva usado em provas. Embora seja autoaplicado, o dentifrício fluoretado é classificado como medida coletiva pela ampla cobertura e uso diário domiciliar, diferindo de meios “individuais” como bochechos/gel sob orientação específica. Assim, considerá-lo “meio individual” contraria a classificação epidemiológica adotada por MS/WHO (WHO – Promoting Oral Health: The Use of Fluorides; MS Brasil – recomendações de fluoretos).
Estratégia de prova:
- Desconfie de frases que afirmem que o uso frequente “diminui” flúor — isso contradiz a fisiologia do flúor no biofilme.
- Atenção à palavra “individual”: em Saúde Coletiva, dentifrício costuma ser cobrado como coletivo pela abrangência populacional.
Por que as alternativas erram:
B inclui o item II (falso). C inclui o item III (falso no enfoque coletivo). D inclui II e III (ambos falsos). Apenas A contempla I e IV, que estão de acordo com a evidência científica.
Referências-chave para estudo: Fejerskov & Kidd – Dental Caries; Ten Cate – Cariologia; Cochrane (Walsh et al., 2019) sobre eficácia de dentifrícios fluoretados; WHO/PAHO – The Use of Fluorides; Ministério da Saúde (Brasil) – Recomendações para uso de fluoretos.
Resumo em uma frase: Dentifrício fluoretado aumenta o flúor por cerca de 40 min após a escovação e, ao unir limpeza mecânica e flúor, é estratégia racional e populacional de prevenção da cárie.
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