Assinale o fator de risco independente para doença arterial...
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Tema central: A questão trata dos fatores de risco independentes para Doença Arterial Coronariana (DAC) nas mulheres, abordando distinções de risco entre os sexos — tema frequente em provas de residência e concursos da área médica.
Entender as diferenças sexuais na expressão dos fatores de risco cardiovascular é fundamental para uma abordagem preventiva e terapêutica adequada, já que mulheres podem ter vulnerabilidades particulares, como no caso dos triglicerídeos elevados.
Justificativa da alternativa correta (B): Níveis elevados de triglicerídeos são fator de risco independente para DAC em mulheres, mas não são considerados assim para os homens. Segundo estudos robustos, como a metanálise publicada pelo Circulation, a elevação dos triglicerídeos está mais fortemente relacionada ao risco de DAC em mulheres: para cada 88,5 mg/dL de aumento, o risco cresce 37% em mulheres versus 14% em homens. O mecanismo parece envolver associações com resistência à insulina, alterações hormonais e perfis lipídicos específicos do sexo feminino. As III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias reforçam a necessidade de metas mais estritas de TG (<150 mg/dL), pois seu controle impacta especialmente as mulheres.
Análise das alternativas incorretas:
A) Hipertensão – Fator de risco clássico e independente para ambos os sexos; não há distinção quanto à sua influência entre homens e mulheres.
C) Baixos níveis de HDL – Embora o HDL baixo seja reconhecido como risco para DAC em geral, não há evidências de diferença significativa no impacto entre homens e mulheres.
D) Obesidade – É fator de risco para ambos os sexos, sem especificidade de maior risco independente para uma só população.
E) Tabagismo – O tabagismo confere risco elevado para DAC tanto em homens quanto em mulheres, mesmo que mulheres fumantes apresentem risco proporcionalmente maior; não é considerado fator independente exclusivo de um sexo.
Estratégia para a prova: Atenção a expressões como “fator de risco independente”, que implica impacto estatisticamente significativo mesmo após ajuste para outros riscos. Pegadinhas podem ocorrer caso o aluno generalize fatores clássicos sem observar especificidades de gênero, como solicitado neste caso.
Resumo de diretriz: Segundo as III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias: “TG elevados apresentam impacto mais expressivo no risco cardiovascular entre as mulheres” (p. 21). Em mulheres, a atenção ao controle de triglicerídeos ganha importância clínica adicional.
Conclusão: O fator de risco independente para DAC exclusivo das mulheres é o aumento dos triglicerídeos (alt. B), sendo fundamental individualizar condutas conforme o perfil de risco.
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