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Q1969618 Medicina
Assinale o fator de risco independente para doença arterial coronariana nas mulheres, mas não para os homens.
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Tema central: A questão trata dos fatores de risco independentes para Doença Arterial Coronariana (DAC) nas mulheres, abordando distinções de risco entre os sexos — tema frequente em provas de residência e concursos da área médica.

Entender as diferenças sexuais na expressão dos fatores de risco cardiovascular é fundamental para uma abordagem preventiva e terapêutica adequada, já que mulheres podem ter vulnerabilidades particulares, como no caso dos triglicerídeos elevados.

Justificativa da alternativa correta (B): Níveis elevados de triglicerídeos são fator de risco independente para DAC em mulheres, mas não são considerados assim para os homens. Segundo estudos robustos, como a metanálise publicada pelo Circulation, a elevação dos triglicerídeos está mais fortemente relacionada ao risco de DAC em mulheres: para cada 88,5 mg/dL de aumento, o risco cresce 37% em mulheres versus 14% em homens. O mecanismo parece envolver associações com resistência à insulina, alterações hormonais e perfis lipídicos específicos do sexo feminino. As III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias reforçam a necessidade de metas mais estritas de TG (<150 mg/dL), pois seu controle impacta especialmente as mulheres.

Análise das alternativas incorretas:

A) Hipertensão – Fator de risco clássico e independente para ambos os sexos; não há distinção quanto à sua influência entre homens e mulheres.

C) Baixos níveis de HDL – Embora o HDL baixo seja reconhecido como risco para DAC em geral, não há evidências de diferença significativa no impacto entre homens e mulheres.

D) Obesidade – É fator de risco para ambos os sexos, sem especificidade de maior risco independente para uma só população.

E) Tabagismo – O tabagismo confere risco elevado para DAC tanto em homens quanto em mulheres, mesmo que mulheres fumantes apresentem risco proporcionalmente maior; não é considerado fator independente exclusivo de um sexo.

Estratégia para a prova: Atenção a expressões como “fator de risco independente”, que implica impacto estatisticamente significativo mesmo após ajuste para outros riscos. Pegadinhas podem ocorrer caso o aluno generalize fatores clássicos sem observar especificidades de gênero, como solicitado neste caso.

Resumo de diretriz: Segundo as III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias: “TG elevados apresentam impacto mais expressivo no risco cardiovascular entre as mulheres” (p. 21). Em mulheres, a atenção ao controle de triglicerídeos ganha importância clínica adicional.

Conclusão: O fator de risco independente para DAC exclusivo das mulheres é o aumento dos triglicerídeos (alt. B), sendo fundamental individualizar condutas conforme o perfil de risco.

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A resposta correta é a alternativa B - Níveis elevados de triglicerídeos. Isso ocorre porque estudos mostram que mulheres com níveis elevados de triglicerídeos têm um risco maior de doença arterial coronariana do que homens com os mesmos níveis. Além disso, os outros fatores de risco listados (hipertensão, baixos níveis de HDL, obesidade e tabagismo) são considerados igualmente importantes tanto para homens quanto para mulheres. É importante lembrar que a prevenção da doença arterial coronariana envolve a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo dieta equilibrada, atividade física regular e controle de fatores de risco, como hipertensão, colesterol alto e tabagismo.

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