“Tais políticas que regulam destinações de florestas em ab...

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Leia o texto a seguir:



A floresta em pé: como a COP 30 revolucionou as finanças climáticas



Silvia Pinheiro



    Para os que acompanharam as COPs e não acreditavam que um dia empresas e bancos pudessem se interessar na floresta em pé, ao invés de no chão, a COP 30, em Belém, surpreendeu.


    Fundos de investimento, corretoras, bancos, empresas mineradoras nacionais e internacionais, frigoríficos, indústrias do petróleo, papel e celulose entraram “com os dois pés” no ecossistema das finanças climáticas.


    Os cortes nas doações e o negacionismo ambiental do governo Trump II, somados à timidez de uma Europa, com prioridades na defesa, interromperam projetos importantes para o desenvolvimento sustentável em regiões do sul global.


    Investimentos chineses em tecnologias para a redução de emissões e de transição energética chamaram a atenção para este novo ator do capitalismo global, que desafia paradigmas no campo da sustentabilidade.


    É nesse contexto de mudanças que mecanismos de mercado foram criados para solucionar os complexos desafios climáticos de dimensão planetária.


    Lançados em 1992, na primeira COP, a Rio 92, no Rio de Janeiro, sofisticaram-se e agora estiveram nos discursos e falas do setor privado e mídias de comunicação na COP, em Belém. Porém, as soluções de mercado não são as “balas de prata” que irão conter o desmatamento e reduzir emissões globalmente. Ao contrário, sozinhas, podem trazer riscos.


    Chama-se atenção para o afastamento do Estado no exercício de suas atribuições e para o enfraquecimento de políticas públicas, de reconhecimento de áreas de proteção, demarcação de territórios indígenas e assentamentos da reforma agrária.


    Tais políticas que regulam destinações de florestas em abandono são conquistas de pequenos agricultores e moradores das florestas, de anos de luta e de atuações conjuntas com as organizações não governamentais, com o apoio de setores da Igreja Católica.


    Chama a atenção, também, a tentativa de transformação dos povos originários, das populações tradicionais e dos moradores das florestas em prestadores de serviços. Seus serviços são “valorados” por terceiros e por hectares de florestas precificados por metodologias que, possivelmente, desconsideram aspectos inerentes às suas culturas e aos seus modos de vida.


    Pesquisa recente realizada com grupos comunitários, indígenas, extrativistas e agricultores em projetos de assentamento aponta que, da totalidade dos entrevistados, 51 foram abordados por investidores em créditos de carbono. A maioria manifestou insegurança e a necessidade de obtenção de mais informações antes de firmar parcerias, ressaltando que a demarcação de seus territórios seria a prioridade e forma mais eficiente de combate ao desflorestamento. [...]


    Fora do espaço de negociação entre governos e empresas, estiveram os moradores das florestas dos nove países da bacia amazônica que tiveram, como reivindicação principal, a demarcação de territórios, a titulação e o reconhecimento legal de áreas de proteção.


    Foram demandas antigas sobre a homologação de áreas de floresta aos indígenas, ribeirinhos e quilombolas que apresentaram baixos índices de desmatamento, diferente das terras públicas devolutas, sem qualquer destinação.


    Sob a argumentação de escassez de recursos para preservação das florestas tropicais nos países mais pobres e em desenvolvimento, o governo do Brasil apostou no TFFF, sigla em inglês para o que significa “Fundo Florestas Tropicais para Sempre”. A justificativa, para a sua criação, é a da não dependência de doações que seriam intermitentes, sujeitas a interrupções. A tese é apostar na rentabilidade do fundo enquanto fonte perene de recursos voltados à manutenção das florestas tropicais do planeta, em pé. [...]


    Que as soluções de mercado não posterguem as dívidas sociais pendentes de soluções simples, e que a COP 30 seja reconhecida, por “mutirão” de atores públicos, privados e do terceiro setor, que ouviu dos povos originários e tradicionais suas alternativas e soluções de como lidar com os desafios climáticos e com a preservação das florestas.


FONTE: HTTPS://WWW.JB.COM.BR/BRASIL/OPINIAO/ARTIGOS/2025/11/1057780-A-

FLORESTA-EM-PE-COMO-A-COP-30-REVOLUCIONOU-AS-FINANÇAS-CLIMATICAS. HTML.  

TEXTO ADAPTADO. ACESSO EM 12/12/2025 

“Tais políticas que regulam destinações de florestas em abandono são conquistas de pequenos agricultores e moradores das florestas [...]” (8º parágrafo). As duas palavras em destaque são classificadas, respectivamente, como:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No trecho “Tais políticas que regulam destinações de florestas em abandono são conquistas de pequenos agricultores e moradores das florestas [...]”, “que” retoma o antecedente expresso “políticas”, funcionando como pronome relativo; “em” é preposição no sintagma “florestas em abandono”. Essa dupla classificação conduz à alternativa C.

Tema central: classes morfológicas em contexto
Análise das alternativas
A
Errada
Erra na segunda classificação. “Que” pode ser reconhecido como pronome relativo, porque retoma “políticas”, mas “em” não é pronome no segmento “florestas em abandono”; ele apenas estabelece relação entre os termos, com valor prepositivo.
B
Errada
Erra as duas classificações. “Que” não é conjunção, porque há antecedente expresso — “políticas” — e a palavra o retoma na oração “que regulam...”. Além disso, “em” não é pronome, mas preposição na relação “florestas em abandono”.
C
Certa
A alternativa C está correta porque “que” retoma “políticas” e, por isso, é pronome relativo. Já “em” é preposição no trecho “florestas em abandono”, ligando os termos sem exercer função pronominal.
D
Errada
Acerta “em”, mas erra “que”. No trecho, “que” não funciona como mera palavra de ligação entre orações; ele retoma explicitamente “políticas” e introduz oração subordinada adjetiva restritiva, o que o classifica como pronome relativo, não como conjunção.
Pegadinha da questão
A confusão real é tomar todo “que” que inicia oração como conjunção e ignorar o antecedente “políticas”, que é justamente o elemento que obriga a classificação como pronome relativo.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se “que” retoma um nome anterior expresso; se retoma, o critério aponta para pronome relativo.
  • Diferencie palavra que retoma antecedente de palavra que apenas inicia oração; essa distinção elimina a confusão entre pronome relativo e conjunção.
  • Quando a palavra só liga termos dentro de um sintagma, como em “florestas em abandono”, a tendência é haver valor prepositivo, não pronominal.

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Comentários

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"Tais políticas que regulam...", a palavra que está retomando o substantivo anterior "políticas".

"...florestas em abandono...", a palavra em serve para ligar o substantivo "florestas" ao seu estado ou condição ("abandono").

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Gabarito: Letra C

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