No tratamento do infarto agudo do miocárdio sem supradesniv...

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Q1242783 Medicina
No tratamento do infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST, é considerada uma das principais indicações de inibidor de glicoproteína IIb/IIa paciente com:
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O tema central desta questão é o uso de inibidores da glicoproteína IIb/IIIa no tratamento do infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST). Esses inibidores são agentes antiplaquetários potentes utilizados em situações específicas para prevenir complicações isquêmicas.

A alternativa correta é a B, que descreve uma evidência de isquemia persistente, apesar do uso de ácido acetilsalicílico e inibidor do receptor P2Y12, onde se planeja abordagem invasiva. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do American College of Cardiology, os inibidores da glicoproteína IIb/IIIa são indicados para pacientes com IAMSSST que apresentam alto risco de complicações isquêmicas ou que mostram evidência de isquemia recorrente/instável mesmo após terapia antiplaquetária inicial.

Análise das alternativas incorretas:

A - Pacientes com asma e história de alergia por anti-inflamatório não-hormonal não constituem uma indicação direta para o uso de inibidores da glicoproteína IIb/IIIa. O uso desses agentes está mais relacionado a critérios de risco isquêmico e não a antecedentes de alergias.

C - A lesão obstrutiva de tronco de coronária, confirmada por angiografia, com planejamento cirúrgico geralmente orienta uma estratégia de revascularização cirúrgica, não sendo o uso de inibidores da glicoproteína IIb/IIIa prioritário nesse contexto, mas sim nos casos de intervenção percutânea.

D - Pacientes com 75 anos ou mais, com planejamento de tratamento conservador, geralmente não são indicados para uso de inibidores da glicoproteína IIb/IIIa devido ao maior risco de eventos adversos, como sangramentos, associados à idade avançada e ao tratamento conservador.

E - Alta suspeita clínica de necessidade de revascularização cirúrgica do miocárdio não requer o uso de inibidores da glicoproteína IIb/IIIa, pois esses são mais indicados em contextos de abordagem percutânea, especialmente em situações de intervenção urgente.

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A alternativa B é a resposta correta porque, no contexto do infarto agudo do miocárdio (IAM) sem supradesnivelamento do segmento ST (NSTEMI), uma das indicações dos inibidores de glicoproteína IIb/IIIa é para pacientes que continuam com evidência de isquemia (como dor torácica ou alterações no ECG) apesar da terapia antiplaquetária padrão, que inclui o ácido acetilsalicílico (aspirina) e um inibidor do receptor P2Y12 (como clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel). Esses inibidores de glicoproteína ajudam a impedir a formação de trombos adicionais, reduzindo o risco de eventos isquêmicos recorrentes. A decisão de seguir uma abordagem invasiva (como angioplastia coronariana) está associada a um maior risco de eventos isquêmicos, e o uso destes inibidores pode ajudar a proteger o paciente durante e após o procedimento. As outras opções não são indicações típicas para o uso de inibidores de glicoproteína IIb/IIIa em contexto de NSTEMI. A asma ou alergias (opção A) não têm relação com a indicação do medicamento; lesões obstrutivas com planejamento cirúrgico (opções C e E) normalmente não necessitam deste tipo de inibidor como preparo para cirurgia, e idosos com tratamento conservador (opção D) não se beneficiariam diretamente destes medicamentos, pois há um aumento do risco de sangramento sem a intenção de uma abordagem invasiva.

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