Hipertensão grave na unidade pós-anestésica pode ocorrer po...

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Q1242781 Medicina
Hipertensão grave na unidade pós-anestésica pode ocorrer por várias situações pós-operatórias, sendo MENOS provável:
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Tema central: A questão aborda as principais causas de hipertensão grave no pós-operatório imediato. Conhecer esses mecanismos é essencial para uma atuação segura, pois alterações pressóricas nesta fase podem indicar complicações ou respostas fisiológicas ao estresse cirúrgico.

Justificativa da alternativa correta (B): A tromboembolia pulmonar grave não é causa típica de hipertensão arterial sistêmica grave no pós-operatório. Seu quadro clínico associa-se principalmente a hipóxia, dispneia súbita, dor torácica e hipotensão sistêmica, decorrente da sobrecarga súbita do ventrículo direito e queda do débito cardíaco. Segundo o Harrison's Principles of Internal Medicine, grandes embolias pulmonares causam “redução pronunciada da pressão arterial sistêmica” (20ª ed., cap. 275). Portanto, essa alternativa está correta ao indicar a condição menos provável de causar hipertensão.

Análise das alternativas incorretas:

A) Dor intensa: É uma das causas mais frequentes de hipertensão no pós-operatório, devido à liberação de catecolaminas pelo ativação do sistema simpático. Como descrito no PCDT de Hipertensão Arterial Sistêmica do Ministério da Saúde (2020, p. 15), esse mecanismo é típico e esperado.

C) Hipotermia com calafrios: A hipotermia induz calafrios, que promovem descarga adrenérgica, aumentando a pressão arterial. Este fenômeno está bem documentado em protocolos de anestesiologia e na literatura (UpToDate: Complications in postoperative recovery).

D) Náuseas e vômitos: O desconforto agudo pode resultar em resposta simpática, elevando temporariamente a pressão arterial. Embora menos frequente que dor ou hipotermia, o mecanismo fisiológico é reconhecido clinicamente.

E) Repleção de bexiga: A distensão vesical ativa reflexos autonômicos, causando elevação da pressão. Este é um diagnóstico diferencial clássico em hipertensão aguda em pacientes sob anestesia ou na recuperação (UpToDate, “Causes of hypertension in the post-anesthesia care unit”).

Estratégia para a prova: Fique atento ao pedido de “menos provável” no enunciado – pegadinhas envolvendo conhecimento fisiopatológico são comuns! Sempre relacione o quadro clínico ao mecanismo de ação esperado (simpaticotonia x choque/hipotensão).

Resumo: A hipertensão grave pós-anestésica associa-se a fatores que aumentam a atividade do sistema nervoso simpático. Tromboembolia pulmonar grave causa, ao contrário, hipotensão, sendo por isso a alternativa correta.

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A alternativa B é considerada a opção MENOS provável para causar hipertensão grave na unidade pós-anestésica devido ao fato de que a tromboembolia pulmonar grave (TEP) geralmente apresenta como sintomas predominantes a hipotensão e o choque, em vez de hipertensão. A TEP leva à obstrução súbita das artérias pulmonares, comprometendo a circulação e, consequentemente, a oxigenação, o que pode resultar em colapso circulatório, não em hipertensão. As outras opções listadas são causas mais plausíveis de hipertensão no pós-operatório: dor intensa (alternativa A), hipotermia com calafrios (alternativa C), náuseas e vômitos (alternativa D) e repleção de bexiga (alternativa E) podem levar ao aumento da pressão arterial como resposta à dor ou ao desconforto, ao estresse fisiológico ou à estimulação simpática.

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