O melhor tipo de abordagem cirúrgica para úlcera em bulbo d...

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Q2794128 Medicina
O melhor tipo de abordagem cirúrgica para úlcera em bulbo duodenal perfurada é:
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Tema central: Abordagem cirúrgica da úlcera duodenal perfurada, uma emergência abdominal frequente. O entendimento detalhado do quadro clínico – dor súbita, intensa, sinais de irritação peritoneal – é fundamental para o raciocínio na escolha do tratamento.

Comentário e Justificativa – Alternativa Correta (E):

A sutura do orifício ulcerado e reforço da sutura com epiplon (omentoplastia) é a técnica de escolha, segundo diretrizes atualizadas e ampla experiência clínica. Trata-se de um método rápido, seguro e com baixa morbidade, indicado especialmente em casos em que a perfuração foi recente e não há indícios de malignidade.

O epiplon (omento) atua como tampão biológico, protegendo a sutura, estimulando a cicatrização e reduzindo a chance de vazamento de conteúdo duodenal. Segundo o Protocolo de tratamento do SUS: “O procedimento de sutura simples com reforço com epiplon é considerado padrão ouro na abordagem inicial da perfuração duodenal não complicada.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Gastrectomia parcial com Billroth I e B) Gastrectomia parcial com Billroth II: Procedimentos complexos, indicados apenas em situações excepcionais (perfuração extensa, suspeita de malignidade ou úlceras refratárias), pois apresentam maior morbidade.

C) Sutura do orifício ulcerado e vagotomia: A vagotomia caiu em desuso como abordagem inicial, devido à eficácia do tratamento medicamentoso do H. pylori e dos bloqueadores de bomba de prótons. Hoje, está reservada para casos raros de recorrência.

D) Ressecção dos bordos da úlcera, sutura e piloroplastia: Indicação restrita a pacientes selecionados; abordagem mais agressiva, desnecessária na maioria das úlceras perfuradas agudas.

Destaques para provas:

  • Abordagem minimamente invasiva é preferencial.
  • Em caso de suspeita de malignidade ou perfuração crônica, avalia-se necessidade de procedimento ressectivo.
  • Fique atento à presença de pegadinhas relacionadas ao uso de técnicas antigas (como vagotomia) em contextos atuais.

Referências: Sabiston – Tratado de Cirurgia, Ed. 21, Cap. 52; UpToDate – Management of perforated peptic ulcer in adults; Diretrizes do Ministério da Saúde (PCDT de Úlcera Péptica, 2022).

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