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Q1242771 Medicina
Masculino, 61anos, professor universitário, hipertenso, diabético, dislipidêmico, passado de revascularização hemodinâmica com a colocação de 2 stents, vem apresentando síncopes frequentes. Realizou “ tilt test”, que foi positivo para hipersensibilidade do seio carotídeo. A conduta adequada para o tratamento da síncope é:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a síndrome de hipersensibilidade do seio carotídeo, causa comum de síncope em idosos. Essa síndrome ocorre devido a uma resposta exagerada do reflexo barorreceptor do seio carotídeo, podendo levar a bradicardia intensa, assistolia ou hipotensão súbita, sobretudo na forma cardioinibitória, quando predomina a disfunção elétrica/pausa cardíaca.

Justificativa da alternativa correta (B): O paciente apresenta síncopes recorrentes, com diagnóstico confirmado por tilt test positivo para hipersensibilidade do seio carotídeo. Segundo o Consenso DECA/SBCCV 1999:

“Classe I: Pacientes com síncopes espontâneas e repetitivas, associadas a ocorrências claramente produtoras de estimulação do seio carotídeo, nos quais manobras provocativas mínimas produzem assistolia superior a três segundos...”

Assim, a indicação formal é o implante de marcapasso cardíaco permanente, já que resolve o componente elétrico (cardioinibitório) e previne novos episódios de síncope, reduzindo riscos associados a quedas.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Atenolol: Errado; beta-bloqueadores podem agravar a bradicardia e não tratam a síncope cardioinibitória da síndrome do seio carotídeo.
  • C) Amiodarona: Errado; antiarrítmico sem evidência para prevenir síncopes vasovagais ou de seio carotídeo.
  • D) Propafenona: Errado; também antiarrítmico, não indicado neste contexto.
  • E) Sotalol: Errado; antiarrítmico de classe III, agrava risco de bradicardia.

Estratégia para provas: Atenção à palavra-chave “cardioinibitória” e ao resultado do tilt test. As alternativas com antiarrítmicos são pegadinhas. Sempre relacione fisiopatologia ao tratamento: marcapasso está indicado e é o único que intervém na resposta bradicárdica/assistólica.

Diretriz e referência: Além do Consenso DECA/SBCCV, a ANS (2016) também confirma que marcapasso é cobertura obrigatória nesses casos.

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A questão apresenta um paciente com histórico de hipertensão, diabetes e dislipidemia, que já passou por revascularização hemodinâmica e agora apresenta síncopes frequentes. A informação crucial para a resposta é que o "tilt test" foi positivo para hipersensibilidade do seio carotídeo. A hipersensibilidade do seio carotídeo pode causar bradicardia (batimentos cardíacos lentos) ou pausas na atividade cardíaca, levando a síncope. O marcapasso cardíaco é uma intervenção eficaz para controlar a frequência cardíaca, evitando que ela caia para níveis perigosamente baixos, e é indicado para pacientes com hipersensibilidade do seio carotídeo quando eles apresentam sintomas significativos, como síncope. As outras opções de tratamento listadas não são apropriadas para hipersensibilidade do seio carotídeo e suas consequentes síncopes: Atenolol (A) é um betabloqueador que pode piorar a bradicardia, Amiodarona (C) e Propafenona (D) são antiarrítmicos mais comumente usados para tratar taquiarritmias, enquanto Sotalol (E) combina propriedades betabloqueadoras e antiarrítmicas, mas também não é a escolha correta para essa condição. Portanto, a resposta correta é a alternativa B - marcapasso cardíaco.

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