Durante a ultrassonografia de tireoide de uma paciente assi...
Gabarito comentado
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Tema central: estratificação de risco de nódulos tireoidianos pelo ACR TI-RADS, somando achados ultrassonográficos para definir a categoria (TR1–TR5) e a conduta baseada no tamanho para PAAF ou acompanhamento.
Resposta correta: B — O nódulo é sólido (2 pontos), hipoecoico (2), com margens irregulares (2) e microcalcificações/punctate echogenic foci (3). Soma = 9 pontos → TI-RADS 5 (altamente suspeito). Segundo o ACR TI-RADS, a PAAF é indicada se TR5 ≥ 1,0 cm. Como mede 0,9 cm, não há PAAF agora; recomenda-se acompanhamento ultrassonográfico (tipicamente em 1 ano e então anual até 5 anos).
Estratégia para a prova:
- Mapeie cada achado aos pontos do ACR: composição, ecogenicidade, margens, focos ecogênicos, formato.
- Microcalcificações valem 3 pontos e pesam muito na classificação.
- Ausência de halo não é critério no ACR TI-RADS — pegadinha comum.
- Sem menção a “taller-than-wide”, então 0 ponto nesse item.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
A — Afirma PAAF “independentemente do tamanho”. Incorreto. O ACR TI-RADS define limiares por tamanho; para TR5, PAAF apenas se ≥ 1,0 cm. Exceções (fora do escopo ACR) incluem situações clínicas de alto risco ou linfonodos suspeitos, o que não foi descrito.
C — Classifica como TR4 e propõe US em 6 meses. Incorreto. Pelos pontos (9), o nódulo é TR5, não TR4 (4–6 pontos). Além disso, o ACR usualmente recomenda para TR5 seguimento anual quando <1 cm, não “6 meses” de rotina.
D — Chama de TR3 (provavelmente benigno). Incorreto. TR3 envolve achados leves (ex.: iso/hiperecogenicidade, margens lisas, sem microcalcificações). Aqui há hipoecogenicidade, margens irregulares e microcalcificações, elevando o risco para TR5.
Referências essenciais:
- ACR TI-RADS White Paper — Tessler et al., JACR 2017; atualizações e FAQ ACR mantêm os mesmos limiares de PAAF (TR5 ≥1,0 cm).
- UpToDate: Thyroid nodules: Ultrasound features and risk assessment (atualizações recentes corroboram cutoffs do ACR).
Dica final: em nódulos subcentimétricos TR5, pense em seguimento, não PAAF, salvo achados adicionais de alto risco.
Gabarito: B
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