Em relação aos achados ultrassonográficos da apendicite agu...
Gabarito comentado
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Tema central: ultrassonografia na suspeita de apendicite. O método com compressão graduada (técnica de Puylaert) busca um apêndice tubular, de fundo cego, não compressível, com diâmetro ≥6 mm (medido parede externa a parede externa), parede espessada, hipervascularidade parietal ao Doppler e sinais secundários como gordura periapendicular hiperecogênica, apendicolito e, em casos complicados, líquido periapendicular/abscesso. Esses critérios aumentam a acurácia, sobretudo em crianças, gestantes e magros.
Gabarito correto: B
A alternativa B descreve o conjunto clássico de achados aceitos: estrutura tubular não compressível, diâmetro ≥6 mm, espessamento parietal, possível hipo/aperistalse e sinais secundários (apendicolito, gordura periapendicular hiperecogênica). Esse padrão reflete a inflamação mural e o edema do mesoapêndice. Evidências: ACR Appropriateness Criteria (Dor em QID), UpToDate e Rumack’s Diagnostic Ultrasound descrevem esses como os critérios mais específicos. Diretrizes WSES (2020) reforçam o papel da US como exame de primeira linha, especialmente em jovens.
Por que as demais estão incorretas?
A) “Compressível”, 4–5 mm e paredes finas descrevem apêndice normal ou alça delgada. Dor à compressão é inespecífica; se o segmento colaba, afasta apendicite. Ausência de sinais secundários também pesa contra.
C) Estrutura oval com reforço posterior e vascularização central é típico de linfonodo mesentérico (hilo ecogênico), não de apêndice inflamado (que tem vascularização periférica parietal). Adenite mesentérica pode cursar com dor em QID, mas não caracteriza apendicite.
D) Padrão em “pseudorim” e espessamento simétrico difuso sugerem enterite ou intussuscepção. “Líquido livre abundante” sem alteração da gordura adjacente é atípico; na apendicite, o achado-chave é a gordura periapendicular hiperecogênica e/ou coleção localizada.
Dicas de prova e interpretação:
- Priorize as palavras-chave: não compressível, ≥6 mm, parede espessada, apendicolito, gordura periapendicular hiperecogênica e ausência de peristalse.
- Cuidado com a “pegadinha” do diâmetro 5–6 mm: valores limítrofes exigem compressibilidade e sinais secundários para aumentar a especificidade.
- Lembre que apêndice retrocecal pode ser difícil de visualizar; os sinais secundários (gordura e líquido localizados) ajudam no diagnóstico.
Referências essenciais: ACR Appropriateness Criteria – Right Lower Quadrant Pain; UpToDate – Acute appendicitis: Diagnostic imaging; Rumack CM. Diagnostic Ultrasound; WSES Guidelines 2020 para apendicite aguda.
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