Embora não seja rica em vitamina C, ferro ou cálcio, a maçã...

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Q4035664 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comer uma maçã por dia realmente faz bem à saúde?

O mundo inteiro aprecia as maçãs. A produção anual ultrapassa cem milhões de toneladas, e a fruta é cultivada em inúmeros países, em variedades que diferem em cor, sabor e textura. Há muito tempo, as maçãs são associadas à preservação da saúde, inspirando o provérbio inglês "uma maçã por dia mantém o médico longe", derivado de um ditado galês do século XIX: "Coma uma maçã antes de ir para a cama e você tirará o ganha-pão do médico."
Mas essa antiga máxima tem fundamento científico? As maçãs são realmente superiores a outras frutas?
Ricas em fitoquímicos, como flavonóis e polifenóis, as maçãs contribuem para a manutenção do peso, a redução do risco de doenças cardíacas e o controle da glicose. As antocianinas, que dão cor à casca, e a floridzina, que ajuda a estabilizar o açúcar no sangue, somam-se à fibra pectina, que auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) e no equilíbrio glicêmico.
Estudos relacionam o consumo regular da fruta à menor incidência de diabetes tipo 2 e à diminuição do colesterol. Os fitoquímicos também estão associados à prevenção de certos tipos de câncer, reforçando o papel da maçã em uma dieta equilibrada.
Embora não seja rica em vitamina C, ferro ou cálcio, a maçã contém polifenóis antioxidantes que neutralizam radicais livres e reduzem o risco de doenças crônicas. Em poder antioxidante, perde apenas para o mirtilo.
Esses compostos, somados à ampla disponibilidade da fruta, explicam por que a maçã é tão recomendada em hábitos saudáveis. Um estudo com nove mil pessoas mostrou que consumidores regulares usam menos medicamentos prescritos, levando à adaptação do provérbio: "uma maçã por dia mantém o farmacêutico longe."
Pesquisas indicam benefícios mais expressivos entre quem consome duas ou mais maçãs por dia, como a redução do colesterol. Os especialistas também sugerem comer a fruta com casca, onde se concentram os polifenóis, e dar preferência às variedades antigas, mais nutritivas.
Em síntese, comer uma maçã por dia pode não eliminar a necessidade de consultar um médico, mas certamente favorece uma vida mais saudável — desde que faça parte de uma alimentação variada e rica em vegetais, o verdadeiro sentido do provérbio.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5wnxx6vr3o.adaptado.
Embora não seja rica em vitamina C, ferro ou cálcio, a maçã contém polifenóis antioxidantes que neutralizam radicais livres e reduzem o risco de doenças crônicas.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A decisão decorre da reescrita do período com a oração concessiva introduzida por "embora" e da observância das regras de pontuação aplicáveis: a vírgula deve marcar a concessão deslocada, sem criar vírgula entre sujeito e verbo, nem antes de "ou" na enumeração simples, nem antes de "e" quando liga verbos com o mesmo sujeito. O trecho de referência é: "Embora não seja rica em vitamina C, ferro ou cálcio, a maçã contém polifenóis antioxidantes que neutralizam radicais livres e reduzem o risco de doenças crônicas." Entre as alternativas, apenas D preserva esse núcleo estrutural sem os erros centrais das demais.

Tema central: Pontuação da concessiva
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos objetivos. Primeiro, insere vírgula indevida em enumeração simples: "vitamina C, ferro, ou cálcio". Segundo, omite a vírgula que deve separar a oração concessiva anteposta da principal, produzindo a junção incorreta em "cálcio a maçã contém".
B
Errada
Está errada porque acumula três violações de pontuação. Falta a vírgula após a oração concessiva anteposta em "cálcio a maçã"; há vírgula indevida entre sujeito e verbo em "a maçã, contém"; e aparece vírgula indevida antes de "e" em "radicais livres, e reduzem", embora o "e" ligue verbos com o mesmo sujeito.
C
Errada
Está errada porque, ao deslocar a oração concessiva para o final, não marca com vírgula a separação entre a oração principal e a subordinada introduzida por "embora". A frase continua compreensível, mas a questão cobra pontuação correta na reescrita, e essa sinalização é exigida pela estrutura reorganizada.
D
Certa
A alternativa D preserva a relação concessiva do original ao deslocar para o final a oração introduzida por "embora" e marcar esse deslocamento com vírgula antes dela. Além disso, evita os erros centrais cobrados na questão: não separa "a maçã" de "contém" por vírgula, não cria vírgula antes de "ou" na enumeração "vitamina C, ferro ou cálcio" e não insere vírgula antes de "e" em "neutralizam radicais livres e reduzem o risco...". Há possível estranhamento pela vírgula antes de "que", porque no original a oração é restritiva; ainda assim, conforme a base e o gabarito oficial, D é a única alternativa que preserva a estrutura concessiva com pontuação compatível e sem os erros normativos mais graves das demais.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre pausa de leitura e vírgula gramatical: muitos candidatos aceitam vírgula antes de "ou", entre sujeito e verbo, ou antes de "e" por sensação de pausa, e também deixam de marcar corretamente a oração concessiva com "embora" quando ela é deslocada.
Dica para questões semelhantes
  • Se a oração com "embora" mudar de posição, confira se a vírgula continua marcando a separação entre a concessiva e a oração principal.
  • Não coloque vírgula entre sujeito e verbo, mesmo que a leitura peça pausa.
  • Em enumeração simples, não insira vírgula antes de "ou".
  • Não use vírgula antes de "e" quando ele apenas liga verbos do mesmo sujeito.

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