Na ultrassonografia hepática, algumas metástases apresentam...
Gabarito comentado
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Tema central: Padrões de ecogenicidade nas metástases hepáticas à US. Lesões hiperecogênicas tendem a ocorrer em metástases hipervasculares ou com mucina/gordura/fibrose, que criam múltiplas interfaces acústicas, aumentando a ecogenicidade (ex.: alguns adenocarcinomas do TGI e tumores vasculares).
Gabarito: B
Por que a alternativa B está correta? Tumores do trato gastrointestinal (especialmente adenocarcinomas mucinosos de cólon/estômago e alguns NETs do TGI) frequentemente geram metástases hipervasculares/hiperecogênicas. O carcinoma hepatocelular (CHC) é o protótipo de lesão hipervascular no fígado e compartilha esse padrão ecográfico; por isso, em revisões de imagem ele é listado junto quando o foco é ecogenicidade. Tumores primários vasculares (isto é, hipervasculares), como carcinoma de células renais e coriocarcinoma, também costumam produzir metástases hepáticas hiperecogênicas. Evidências: Radiopaedia e Rumack’s Diagnostic Ultrasound descrevem que, embora a maioria das metástases seja hipoecogênica, há subgrupos (TGI mucinosos/hipervasculares e tumores vasculares) tipicamente hiperecogênicos (Radiopaedia: “Liver metastases – ultrasound”; Rumack, 5ª ed.). UpToDate reforça a associação em metástases hipervasculares do TGI e renais.
Análise das incorretas
A) Melanoma e carcinoma de pulmão costumam gerar lesões hipoecogênicas ou em “alvo”; sarcoma ósseo pode calcificar, produzindo ecos brilhantes com sombra, mas não um padrão uniformemente hiperecogênico típico. Assim, não representam o grupo clássico de metástases hiperecogênicas.
C) Carcinoma papilífero de tireoide é hipervascular e pode ter metástases hiperecogênicas, mas próstata raramente metastatiza para fígado e, quando o faz, costuma ser hipoecogênica; tumores pancreáticos císticos não são fonte comum de metástases hiperecogênicas. O conjunto, portanto, é inconsistente.
D) Tumores neuroendócrinos podem ser hipervasculares e hiperecogênicos, porém linfoma no fígado é tipicamente hipoecogênico e infiltrativo; carcinoma lobular de mama tende a lesões hipoecogênicas ou em alvo. A presença de dois componentes “não hiperecogênicos” invalida a alternativa.
Dica de prova: Diante de “metástase hiperecogênica”, pense em tumores hipervasculares e em adenocarcinomas mucinosos do TGI. Evite a pegadinha de confundir com hemangioma (também hiperecogênico, mas benigno, com reforço posterior). Use pistas: Doppler/CEUS e, idealmente, TC/MRI com contraste para caracterização (ACR/UpToDate recomendam).
Referências rápidas: Rumack’s Diagnostic Ultrasound (cap. fígado); Radiopaedia – Liver metastases (ultrasound patterns); UpToDate – Evaluation of focal liver lesions in adults.
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