O lobo de Riedel é uma variação anatômica do fígado caracte...

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Q3653582 Medicina
O lobo de Riedel é uma variação anatômica do fígado caracterizada por: 
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Tema central: variações anatômicas do fígado. O lobo de Riedel é uma variante morfológica benigna que altera a forma (e não a função) do fígado, podendo simular hepatomegalia ao exame físico.

Gabarito: B — Extensão “em língua” da margem inferior do lobo direito, mais frequente em mulheres com biótipo astênico. Em imagem (USG, TC) vê-se um prolongamento inferior do lobo direito sem aumento difuso do volume hepático. Clinicamente, pode palpar-se uma “língua” hepática no hipocôndrio/flanco direito, mas enzimas hepáticas e função permanecem normais.

Justificativa da correta: A descrição clássica do lobo de Riedel é exatamente um prolongamento inferior, em forma de língua, do lobo direito. É uma variante anatômica, geralmente assintomática, importante por evitar erros diagnósticos (p. ex., confundir com massa abdominal ou hepatomegalia). Fontes: Gray’s Anatomy; Moore – Anatomia Orientada para a Clínica; Netter; UpToDate (Anatomy of the liver: normal variants).

Análise das incorretas:

A) “Hipertrofia do lobo esquerdo até a fossa ilíaca esquerda” descreve outra variante, conhecida como beaver tail liver (lobo esquerdo alongado em direção ao hipocôndrio esquerdo), não a projeção inferior do lobo direito. Além disso, alcançar a fossa ilíaca é improvável anatomicamente.

C) “Aumento do lobo caudado com compressão da VCI” remete a hipertrofia do lobo caudado, que pode ocorrer em cirrose ou síndrome de Budd–Chiari. Não é uma simples variante morfológica em língua do lobo direito; envolve outra topografia e, muitas vezes, contexto patológico.

D) “Duplicação do ligamento falciforme com desvio do lobo esquerdo” descreve uma rara variação peritoneal. O lobo de Riedel não está relacionado ao ligamento falciforme, mas sim à projeção inferior do lobo direito.

Estratégia de prova: busque as palavras-chave: “extensão em língua” + “lobo direito” + “mulher astênica”. Cuidado para não confundir com: (1) lobo esquerdo alongado (beaver tail), (2) alterações do lobo caudado (patológicas), (3) variações de ligamentos peritoneais.

Aplicação clínica: É relevante reconhecer ao exame físico e em imagem para evitar investigação desnecessária de “massa” no quadrante superior direito. Exames confirmatórios: ultrassonografia ou tomografia demonstrando prolongamento focal do lobo direito, com parênquima e vascularização normais.

Referências essenciais: Gray’s Anatomy for Students; Moore – Anatomia Orientada para a Clínica; Netter – Atlas de Anatomia Humana; UpToDate: “Liver anatomy and normal variants”.

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