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Q2382903 Medicina
Sobre as alterações histológicas vasculares decorrentes de outras doenças, no Diabetes Mellitus (DM) de longa duração é esperado encontrar: 
Alternativas

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Tema central da questão: Trata-se das alterações histológicas vasculares causadas pelo Diabetes Mellitus (DM) de longa duração. Esse tema é fundamental em Angiologia porque explica por que pacientes diabéticos apresentam alto risco de doenças vasculares, como aterosclerose, AVC e doença arterial periférica.

Justificativa da alternativa correta (D): O DM crônico leva, classicamente, ao espessamento da camada íntima dos vasos sanguíneos devido à proliferação de células musculares lisas e acúmulo de matriz extracelular. De fato, a hiperglicemia persistente promove disfunção endotelial, estimulando a infiltração de lipídios e, consequentemente, a formação de placas ateroscleróticas. Esse é um dos principais fatores da macroangiopatia diabética. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes 2023, “O principal mecanismo macrovascular é a aterosclerose, associada ao espessamento intimal e o acúmulo de placas.”

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Atrofia da camada média vascular e aumento do diâmetro luminal.
Está incorreta pois, no DM, o mais comum é o espessamento (não atrofia) da íntima, e não há aumento notável do lúmen arterial. O processo é de obstrução, não dilatação.

B) Hiperplasia da camada média vascular e aumento da elasticidade arterial.
Essa opção está errada pois o DM leva à redução da elasticidade arterial por conta do depósito de glicoproteínas e ao endurecimento vascular (arteriosclerose). Não se observa hiperplasia isolada da média com aumento de elasticidade.

C) Espessamento da camada média vascular e hiperplasia da camada adventícia.
Errada pois a alteração característica é na camada íntima, não na média ou adventícia. A literatura descreve a íntima como o foco das lesões ateroscleróticas em diabéticos.

Estratégia de prova e pegadinha: Fique atento à camada acometida: sempre relacione DM à íntima e aterosclerose, lembrando do processo obstrutivo e não dilatador.

Resumo clínico: O diagnóstico das complicações macrovasculares no diabético baseia-se em exame clínico, métodos de imagem (doppler, angiotomografia) e avaliação de fatores de risco. O tratamento deve focar no controle glicêmico e dos fatores de risco cardiovascular, conforme PCDT Diabetes Mellitus, Ministério da Saúde, p. 44: “O controle rigoroso da glicemia e dos fatores de risco cardiovasculares é a principal estratégia para prevenir complicações vasculares em diabéticos.”

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Comentários

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Claro, vamos começar analisando as opções e justificar a escolha da alternativa D como a resposta correta. A alternativa A menciona atrofia da camada média vascular e aumento do diâmetro luminal. No entanto, o Diabetes Mellitus, especialmente quando mal controlado e de longa duração, é mais frequentemente associado a processos patológicos que levam ao engrossamento, e não à atrofia, das camadas vasculares. A alternativa B sugere hiperplasia da camada média vascular e aumento da elasticidade arterial. Porém, no diabetes, o que ocorre é uma diminuição da elasticidade arterial devido à glicação de proteínas e a formação de produtos finais da glicação avançada (AGEs), que afetam as fibras de colágeno e elastina. A alternativa C fala de espessamento da camada média vascular e hiperplasia da camada adventícia. Embora o DM possa estar associado a alguma alteração na camada média, a característica marcante é o acometimento da camada íntima. A alternativa D é a correta pois no Diabetes Mellitus de longa duração é esperado encontrar o espessamento da camada íntima vascular, decorrente da glicação de proteínas e do acúmulo de macrófagos e células espumosas, além da deposição de placas ateroscleróticas, que são acúmulos de lipídios, células inflamatórias, e detritos celulares, que contribuem para a formação de placas que podem obstruir o lúmen vascular. Essas alterações estão relacionadas ao aumento do risco de aterosclerose nos pacientes diabéticos, que pode levar a complicações como doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral (AVC) e doença vascular periférica.

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