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Q1969568 Medicina
Paciente com DPOC, confirmado por critérios clínicos e espirometria, com Tiffenaud < 70 e VEF1 de 80%, apresenta dispneia aos grandes esforços, sem tosse, não havendo internações ou exacerbações recentes. De acordo com o GOLD 2018 (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), indique a alternativa correta.
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Tema central: A questão aborda o tratamento farmacológico inicial da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) leve, conforme as recomendações do GOLD 2018, com foco na escolha adequada do broncodilatador para um paciente pouco sintomático e sem histórico de exacerbações.

Justificativa da alternativa correta (A): Segundo o GOLD 2018, pacientes classificados no Grupo A (poucos sintomas, baixo risco de exacerbação, VEF1 ≥ 80%) devem receber broncodilatador de longa ação em monoterapia. Escolhe-se entre LABA (agonista beta2 de longa duração) ou LAMA (antagonista muscarínico de longa duração) para melhora sintomática e função pulmonar (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease 2018, p.104).

O paciente descrito (dispneia aos grandes esforços, sem exacerbações ou internações recentes) encaixa-se exatamente nesse perfil. Portanto, a prescrição de LABA ou LAMA em monoterapia é a conduta baseada em evidências e diretrizes.

Análise das alternativas incorretas:

B) Corticoide inalatório NÃO é indicado em monoterapia ou associação como terapia inicial em pacientes do Grupo A. Ele só é considerado para subgrupos com maior risco de exacerbação.

C) A proposta de prescrição “apenas SOS” com broncodilatador de curta ação não segue o protocolo atual. O manejo contínuo com broncodilatadores de longa ação é o recomendado para controle dos sintomas, mesmo que leves, para evitar evolução da doença (GOLD 2018, p.43).

D) A associação LABA + corticoide inalatório não está proscrita, mas sim reservada a casos específicos (maior risco de exacerbação). Não existe contraindicação universal motivada por eventos cardiovasculares.

E) Não há indicação de associação de dois LABAs, mesmo em baixa dose, pois não há efeito sinérgico; além disso, esta combinação pode aumentar riscos sem ganhos comprovados. A associação dupla mais usual é LABA + LAMA.

Dica de prova: Fique atento ao contexto clínico (grau de sintomas e risco de exacerbação) e ao uso impróprio de corticoides ou associações em enunciados de provas. Pegadinhas frequentemente envolvem a indicação precoce de tratamentos reservados a quadros mais graves.

Referência de apoio: O GOLD 2018 destaca: “A escolha inicial para o Grupo A pode ser qualquer broncodilatador de longa ação, LABA ou LAMA, em monoterapia.” (GOLD 2018, p.104)

Resumo final: A alternativa correta é a letra A, pois respeita o estágio da doença e as recomendações internacionais para tratamento inicial do paciente do Grupo A.

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De acordo com as diretrizes do GOLD 2018, a alternativa correta é A - Pode-se prescrever um LABA ou LAMA em monoterapia. Isso porque o paciente apresenta dispneia aos grandes esforços, mas sem tosse e sem exacerbações recentes. Nesse caso, a terapia inicial recomendada é a utilização de broncodilatadores de longa duração (LABA ou LAMA) em monoterapia, o que pode melhorar a qualidade de vida do paciente, reduzir os sintomas e prevenir exacerbações futuras. A opção B, por exemplo, não seria a escolha adequada nesse cenário, uma vez que não há evidências de que o corticoide inalatório seria mais eficaz do que os broncodilatadores em monoterapia para esses pacientes.

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