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Q1969556 Medicina
Paciente, portador de angina estável, faz uso de AAS, atenolol, nitrato, enalapril e atorvastatina. O exame físico é normal e o duplo produto está controlado. Realiza teste ergométrico que mostra infradesnível do segmento ST padrão horizontal 3,0 mm (mV) em seis derivações, que surge com 3 MET e leva 4 minutos de repouso para normalizar. A conduta mais apropriada para o caso é:
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Tema central: O caso aborda angina estável com achado de alto risco no teste ergométrico. O foco está em identificar a conduta baseada no padrão de isquemia significativa ao esforço, mesmo em uso de escore terapêutico otimizado.

Justificativa da alternativa correta (D - Solicitar coronariografia):
Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC, é indicação Classe I realizar coronariografia em pacientes com angina estável e teste não invasivo de alto risco. No caso descrito, o teste ergométrico demonstrou infradesnível do segmento ST ≥ 2mm em múltiplas derivações, com sintomas iniciando aos 3 METs (baixo limiar isquêmico) e normalização lenta (4 minutos). Esse perfil (alto risco) sugere doença arterial coronariana grave ou extensa.

De acordo com o PCDT da SBC (2021), “pacientes que apresentem infradesnível do segmento ST ≥ 2mm em teste não invasivo têm indicação formal de investigação invasiva” (ou seja, coronariografia). Isso porque há o risco aumentado de eventos adversos e possível necessidade de revascularização (angioplastia ou cirurgia), especialmente na falha do tratamento clínico isolado.

Análise das alternativas incorretas:

A) Cintilografia do miocárdio: Não é necessária, pois a gravidade já está confirmada pelo teste ergométrico. Expandir investigação não agrega valor neste cenário.

B) Avaliar fibrose com ressonância magnética: Não contribui para a definição anatômica da lesão coronariana e não altera conduta inicial.

C) Manter tratamento atual e evitar esforço: É conduta insuficiente; tratamento sintomático sem definir anatomia em caso de alto risco é inadequado.

E) Associar clopidogrel, trimetazidina e trocar betabloqueador: Mudança medicamentosa sem identificar anatomia e extensão da doença pode mascarar sintomas, mas não reduz risco, além de não ser respaldada por evidências para este caso (sem infarto prévio ou contraindicações).

Orientação para provas: Atenção ao termo “alto risco no teste funcional” (ex: infradesnível ≥ 2mm ou isquemia em múltiplas derivações), que indica avaliação invasiva mesmo em usuários de múltiplas medicações. Pegadinha comum: não postergar coronariografia diante de evidências eletrocardiográficas graves ao esforço.

Resumo: Em angina estável com alto risco pelo teste funcional, coronariografia é mandatória para estratificação e definição terapêutica eficaz, conforme protocolos da SBC e literatura clássica (ex: Harrison’s Principles of Internal Medicine).

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A conduta mais apropriada para o caso é a alternativa D - solicitar coronariografia. O paciente apresenta angina estável, que é uma manifestação clínica de isquemia miocárdica. O teste ergométrico revelou um infradesnível do segmento ST padrão horizontal de 3,0 mm em seis derivações, o que indica uma isquemia significativa durante o esforço físico. Além disso, a normalização em 4 minutos de repouso sugere que essa isquemia seja transitória e possa estar relacionada a uma obstrução significativa nas artérias coronárias. Sendo assim, a coronariografia é a melhor opção para avaliar a presença e extensão da doença coronariana e, consequentemente, definir a conduta terapêutica mais adequada.

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