As perdas auditivas são classificadas quanto ao tipo, ao gra...

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Q3509792 Fonoaudiologia
As perdas auditivas são classificadas quanto ao tipo, ao grau e à configuração. O que é correto afirmar sobre as Perdas Auditivas Neurossensoriais de acordo com a OMS (2020)?
Alternativas

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Alternativa correta: A

1. Tema central: A questão aborda a classificação do tipo neurossensorial de perda auditiva, segundo critérios atualizados da OMS (2020). Esse conceito é fundamental para o diagnóstico e a conduta do fonoaudiólogo na prática clínica e em concursos públicos.

2. Resumo teórico: As perdas auditivas podem ser classificadas conforme tipo, grau e configuração. O tipo neurossensorial envolve lesão da cóclea ou do nervo auditivo, afetando tanto a condução óssea quanto a condução aérea. De acordo com a OMS (2020), considera-se perda neurossensorial quando os limiares de condução óssea e aérea estão elevados (acima de 15 dB NA), porém sem gap aéreo-ósseo significativo (diferença igual ou inferior a 10 dB).

Referência: Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Funcionalidade, 2020; Bezerra et al., Tratado de Audiologia, 2019.

3. Justificativa da alternativa correta (A): A alternativa A descreve corretamente que, na perda auditiva neurossensorial, há redução dos limiares de condução óssea (>15 dB NA), os limiares de via aérea também estão elevados (>20 dB), e o gap aéreo-ósseo não excede 10 dB. Isso diferencia a perda neurossensorial da condutiva, onde existe gap significativo.

4. Análise das alternativas incorretas:

  • B: Afirma limiares de condução óssea ≤15 dB (normais), o que não configura perda neurossensorial, e sim condutiva ou normalidade auditiva.
  • C: Diz que são de diagnóstico fácil, apenas pelo exame da orelha externa, o que é falso; a perda neurossensorial requer exames audiológicos e não é, em geral, reversível.
  • D: Fala em gap aéreo-ósseo ≥15 dB, o que caracteriza perda condutiva, e não neurossensorial.

5. Estratégias de prova: Atenção às diferenças entre os tipos de perda auditiva. Sempre relacione o gap aéreo-ósseo ao tipo de perda. Palavras como "reversível" e "orelha externa" costumam ser pegadinhas para diferenciar condutiva de neurossensorial.

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