Analise as assertivas e assinale a alternativa que apresent...
Analise as assertivas e assinale a alternativa que apresenta possibilidades etiológicas de hiperprolactinemia.
I. Gravidez, lactação e estimulação mamária.
II. Anticonvulsivantes, neurolépticos e antidepressivos tricíclicos.
III. Metoclopramida e domperidona.
IV. Cirrose hepática e insuficiência renal.
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Tema central: A questão aborda as principais causas de hiperprolactinemia, um diagnóstico diferencial frequente em endocrinologia clínica e fundamental para a prática do médico clínico.
A hiperprolactinemia consiste na elevação dos níveis séricos de prolactina, podendo decorrer de causas fisiológicas, medicamentosas ou patológicas. Reconhecer essas diferentes etiologias é crucial para um diagnóstico acurado e indicação de conduta adequada.
Justificativa da alternativa correta (E):
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hiperprolactinemia do Ministério da Saúde (Introdução), todas as assertivas listadas na questão representam causas reconhecidas de hiperprolactinemia.
- I. Gravidez, lactação e estimulação mamária: São fisiológicas. Durante a gravidez/lactação ocorre elevação fisiológica da prolactina para preparar a produção de leite. A estimulação mamária ativa o reflexo neuroendócrino, também elevando os níveis.
- II. Anticonvulsivantes, neurolépticos e antidepressivos tricíclicos: Drogas que inibem a ação dopaminérgica sobre a hipófise, levando ao aumento da secreção de prolactina.
- III. Metoclopramida e domperidona: São bloqueadores dopaminérgicos clássicos usados como antieméticos. Aumentam a prolactina ao impedir o efeito inibitório da dopamina sobre sua secreção.
- IV. Cirrose hepática e insuficiência renal: Causas patológicas. Ambas provocam redução do metabolismo e da excreção da prolactina, levando à sua elevação sérica.
Análise das alternativas incorretas: Todas as alternativas que excluem qualquer item (A, B, C, D) estão incorretas, pois deixam de considerar causas clássicas descritas em diretrizes nacionais e internacionais, como os próprios fármacos (neurolépticos/antieméticos) e condições sistêmicas crônicas (cirrose/insuficiência renal).
Dica de prova: Atenção para pegadinhas que trocam ou omitem as causas patológicas e medicamentosas, ou utilizam termos genéricos e exemplos menos frequentes. Analisar criteriosamente cada item, sempre lembrando que tanto causas fisiológicas quanto patológicas e medicamentosas são importantes.
Resumo prático: Sempre que se deparar com quadro de hiperprolactinemia, investigue causas fisiológicas, farmacológicas e doenças crônicas sistêmicas!
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Fisiológica: Coito, Exercício, Estimulação mamária, Lactação, Sono, Gravidez, Estresse. Farmacológica: Anticonvulsivante Anestésico, Antidepressivo. Antihistamínico (H2). Agonista colinérgico. Antihipertensivo ( verapamil, metildopa, reserpina) Antipsicótico (principalmente neuroléptico). Cocaína. Depletor de catecolaminas. Estrogênios. Inibidores de proteases. Medicamentos gastrointestinais (metoclopramida, domperidona) Opioides/antagonistas opioides Outras drogas antidopaminérgicas Patológica Dano da haste hipofisária Granulomas, infiltração, irradiação, cisto de Rathke, trauma, tumores (craniofaringiomas, germinomas, metástases hipotalâmicas, meningiomas, extensão suprasselar de tumor pituitário) Pituitária Acromegalia, idiopática, hipofisite linfocítica ou massa parasselar, macroadenoma (compressivo), macroprolactinemia, adenoma plurihormonal, prolactinoma, cirurgia, trauma Doenças sistêmicas Insuficiência hepática e renal; trauma neurogênico, herpes zoster, cirurgia (tórax); radiação craniana; convulsões epilépticas; doença ovariana policística; pseudociese.
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