Acerca de endocardite infecciosa, julgue o próximo item.Na m...
Na maioria dos pacientes com endocardite infecciosa, particularmente naqueles com infecções de coração esquerdo, está presente o sopro audível na apresentação inicial da doença.
Gabarito comentado
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Tema central: Endocardite infecciosa (EI) e sua apresentação clínica, em especial a presença de sopro cardíaco na avaliação inicial.
Gabarito: C — Certo.
Justificativa: A maioria dos pacientes com EI apresenta sopro audível na admissão, sobretudo nas infecções do coração esquerdo (valvas mitral e aórtica). Isso ocorre porque as vegetações e a destruição valvar levam a regurgitação valvar (insuficiência mitral ou aórtica), gerando sopros típicos. Estudos e diretrizes indicam prevalência de sopro em cerca de 75–85% dos casos, mais evidente em EI esquerda (Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate; AHA/ACC). Importante: nova regurgitação valvar é um critério maior de Duke, e frequentemente se manifesta como um novo ou agravado sopro.
Estratégia de prova: Palavras como “maioria” e “particularmente coração esquerdo” alinham-se à epidemiologia e fisiopatologia da EI. Lembre-se: sopro é comum, mas sua ausência não exclui EI, especialmente no início ou em EI de coração direito.
Por que a alternativa E (errado) não se sustenta? Negar a presença de sopro na maioria contraria evidências. Em EI direita (tricúspide), o sopro de insuficiência tricúspide pode ser discreto e ausente inicialmente; em prótese valvar também pode ser menos audível. Ainda assim, no conjunto dos casos — e principalmente à esquerda — o sopro está presente na apresentação. Portanto, dizer que não está presente na maioria é inconsistente com diretrizes e séries clínicas (AHA/ACC 2015/2023; UpToDate).
Diagnóstico: lembretes úteis
- Clínica: febre, sopro novo ou agravado, sinais de embolia/sépticos, petéquias, lesões de Janeway, nódulos de Osler (menos frequentes).
- Critérios de Duke modificados: hemoculturas positivas típicas; evidência ecocardiográfica (vegetação/abscesso) ou nova regurgitação valvar (maiores); achados vasculares/imunológicos e sorologias (menores).
- Exames: hemoculturas antes de antibiótico; ecocardiograma transtorácico e, se necessário, transesofágico (maior sensibilidade, sobretudo em próteses).
Pegadinha clássica: “Sopro” em si não é critério maior; o que conta é nova insuficiência valvar. Em provas, diferencie “qualquer sopro” de “regurgitação valvar nova”.
Referências rápidas: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Infective endocarditis: clinical manifestations); Diretrizes AHA/ACC 2015 e atualizações sobre EI.
Conclusão: A afirmação é verdadeira: a maioria dos pacientes com EI, sobretudo com acometimento do coração esquerdo, apresenta sopro audível na apresentação inicial.
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