Considerando texto acima apenas como caráter informativo, ju...
Considerando texto acima apenas como caráter informativo, julgue o item que segue com base no tema que ele aborda e assuntos correlatos à prevenção e manejo de infecções do período neonatal.
Realizar testes treponêmico, com o mesmo tipo de teste simultaneamente, da mãe e da criança, é o melhor cenário para determinar o significado dos achados sorológicos da criança.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda diagnóstico sorológico de sífilis congênita e a interpretação dos exames em recém-nascidos expostos à infecção materna. Este é um dos pontos mais cobrados em provas de Residência Médica por envolver interpretação cuidadosa e aplicação das diretrizes vigentes.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa está correta ao identificar como errada a realização de testes treponêmicos simultâneos da mãe e do recém-nascido como melhor método diagnóstico.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com IST (Ministério da Saúde, 2022, seção “Sífilis Congênita – Diagnóstico”):
“O diagnóstico de sífilis congênita é baseado em uma combinação de achados clínicos, sorológicos e, quando disponíveis, exames complementares. Testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) são preferidos para avaliação inicial em recém-nascidos, pois os testes treponêmicos podem refletir anticorpos maternos transferidos passivamente.”
Em termos práticos, os testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) são fundamentais porque relacionam a atividade da doença. A comparação entre os títulos da mãe e do RN permite avaliar infecção ativa: títulos do recém-nascido quatro vezes maiores que o materno são altamente sugestivos de sífilis congênita.
Em contrapartida, os testes treponêmicos detectam anticorpos IgG, que cruzam a placenta. Logo, um resultado positivo em ambos pode simplesmente traduzir a transferência passiva desses anticorpos, sem indicar infecção do neonato. Isso pode causar falsos positivos e condutas desnecessárias.
Dica de prova: Sempre que for cobrada a abordagem sorológica de sífilis congênita, priorize testes não treponêmicos comparativos. Fique atento: “testes treponêmicos” nessa situação são pegadinha clássica!
Referência e estratégia: Use manuais como “Pediatria: Bases para a Prática” (SBP) e UpToDate, e sempre confira se a alternativa emprega o tipo correto de exame conforme a faixa etária.
Resumo: Testes treponêmicos simultâneos mãe-RN não permitem identificar com precisão a infecção congênita ativa. Prefira testes não treponêmicos e a comparação de títulos para um diagnóstico assertivo.
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