Considerando texto acima apenas como caráter informativo, ju...
Considerando texto acima apenas como caráter informativo, julgue o item que segue com base no tema que ele aborda e assuntos correlatos à prevenção e manejo de infecções do período neonatal.
Todas as crianças nascidas de mães diagnosticadas com sífilis durante pré-natal necessitam de avaliação durante periparto, parto que inclui anamense, exame físico e teste treponêmico. Em recém-nascido exposto à Sífilis (diagnóstico pré-natal e adequadamente tratada) não há necessidade de notificação.
Gabarito comentado
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Comentário da questão:
Tema central: A questão aborda o manejo e a necessidade de notificação em recém-nascidos expostos à sífilis congênita, com ênfase na avaliação do neonato em casos de gestação diagnosticada e tratada adequadamente.
Justificativa para a alternativa correta (C – certo):
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (PCDT-IST) - Ministério da Saúde, 2022, todas as crianças nascidas de mãe diagnosticada com sífilis devem ser avaliadas clinicamente e laboratorialmente no periparto – isso inclui anamnese, exame físico e teste treponêmico. No entanto, não é obrigatória a notificação de sífilis congênita quando a mãe foi devidamente tratada durante a gestação e o recém-nascido não apresenta sinais de infecção.
Segundo o PCDT-IST, pág. 135: “A notificação da sífilis congênita é obrigatória nos casos em que houver infecção confirmada ou suspeita, mas não são considerados casos quando a mãe foi diagnosticada e tratada adequadamente e não há sinais de infecção no recém-nascido.”
Além disso, isto está alinhado com o que diz a literatura referência, como Portocarrero RM et al. (UpToDate) e Brasil. Ministério da Saúde. Essas fontes reforçam que avaliar é obrigatório, porém a notificação só ocorre se existirem critérios compatíveis de infecção.
Análise da alternativa incorreta (E – errado):
Se marcasse “errado”, cairia em um erro comum: confundir exposição ao risco com caso confirmado de doença. A principal “pegadinha” é supor que toda criança de mãe positiva para sífilis deve ser notificada, mesmo sem infecção confirmada. O protocolo deixa claro: exposição isolada, com tratamento materno adequado e RN assintomático, não exige notificação de sífilis congênita.
Estratégia de prova:
Fique atento ao conceito de “caso de sífilis congênita” nas diretrizes brasileiras. Palavras como “exposição” e “tratamento adequado” são chave para não confundir necessidade de avaliação (ampla) com necessidade de notificação (restrita). Leia com atenção para diferenciar “exposto” x “caso confirmado”.
Resumo:
A alternativa está correta porque a avaliação é mandatória, mas notificar só é necessário se houver infecção ou se o tratamento for inadequado.
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