O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Energia cara é um gargalo da economia brasileira
Estudo calcula custos de R$ 100 bi anuais com regras
mal desenhadas, como subsídios em excesso, e
desperdício; é preciso resgatar o foco na eficiência do
modelo que modernizou o setor nos anos 1990.
Quando se trata do custo da energia, insumo essencial
para a produção em geral e a competitividade da
indústria em particular, o Brasil está longe das melhores
práticas globais e erodindo sua posição como potencial
destino de investimentos.
Empresas brasileiras pagam muito mais que seus
concorrentes nas modalidades principais, da energia
elétrica ao gás natural.
As famílias arcam com uma conta de luz que é uma das
maiores do mundo - ainda mais quando se considera o
nível médio de renda da população brasileira.
A causa é o acúmulo de políticas mal desenhadas e a
submissão a interesses particulares que encontram
guarida no governo e no Congresso Nacional.
Pesquisa da Abrace, associação que representa mais de
40% do consumo industrial de energia do país, mostra
que há cerca de R$ 100 bilhões anuais em ineficiências
subsídios, 20% acima do que se e verificaria na projeção
de uma regulação mais eficiente.
Desse total, mais de R$ 30 bilhões decorrem de ações
mal desenhadas, que vão do excesso de subsídios às
fontes renováveis até valores para favorecer fontes
poluentes, como o carvão.
A meritória privatização da Eletrobras não veio sem encargos, caso da obrigatoriedade de contratação de
usinas termelétricas a gás em locais de viabilidade
duvidosa.
No caso do gás, o quase monopólio da Petrobras e
interesses estaduais na distribuição levam os custos a
patamares muito superiores aos de outros países.
Outros R$ 63 bilhões anuais se referem a custos como
a
aquisição de energia mais cara contratada no mercado
regulado das distribuidoras e taxas para a iluminação
pública, entre outros.
A má gestão estatal também se dá na usina de Itaipu
−
que deveria gerar energia barata, já que os
investimentos foram totalmente amortizados. Mas o
governo usa a empresa para outras ações, como aportes
em infraestrutura para servir a interesses paroquiais.
A
agência regulatória Aneel sofre com indicações políticas e carência de recursos para que possa cumprir
seu papel.
E preciso resgatar a visão que norteou o processo de modernização do setor nos anos 1990. Gestão
profissional, foco na eficiência do sistema e barateamento do insumo essencial. O que se vê até
agora, porém, é a continuidade de práticas perniciosas.
Folha de São Paulo − 10/09/2024
Assinale o único comentário correto em relação aos
processos de formação das palavras grifadas no trecho:
"Quando se trata do custo da energia, insumo essencial
para a produção em geral e a competitividade da
indústria em particular, o Brasil está longe das melhores
práticas globais e erodindo sua posição como potencial
destino de investimentos."
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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