O controle de infecções hospitalares causadas por organismo...
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alternativa correta é a E.
Justificativa técnica (conforme diretrizes atuais de controle de infecção e manejo de KPC):
A Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) é um organismo multirresistente cujo controle depende de um conjunto de medidas integradas, e não de uma única intervenção isolada.
Análise das alternativas:
A) ❌ Incorreta
KPC exige precauções de contato, não isolamento reverso (que é usado para pacientes imunossuprimidos).
A notificação obrigatória pode existir em alguns contextos, mas o isolamento descrito está errado conceitualmente.
B) ❌ Incorreta
O rastreamento universal de todos os pacientes só é indicado em unidades de alto risco e conforme epidemiologia local, não de forma indiscriminada.
A afirmação generaliza uma conduta que deve ser direcionada.
C) ❌ Incorreta
Tecnologias como luz ultravioleta podem ser adjuvantes, mas não substituem as medidas básicas e não são prioridade nas diretrizes.
O foco excessivo em tecnologia sem controle de antibióticos e vigilância é inadequado.
D) ❌ Incorreta
Triagem de todos os pacientes na admissão e após procedimentos invasivos não é recomendação padrão.
Medidas de barreira devem ser direcionadas a casos suspeitos ou confirmados, não universais.
✅ E) Alternativa correta
Adoção de um programa de uso restrito de antibióticos (antimicrobial stewardship), visando reduzir a pressão seletiva e a emergência de resistência, complementado por um regime de desinfecção ambiental intensiva em áreas com alta prevalência de KPC e educação contínua da equipe sobre práticas de higiene das mãos.
✔️ Essa alternativa reúne os pilares fundamentais do controle de KPC:
Uso racional de antimicrobianos (reduz seleção de resistência)
Higienização rigorosa das mãos (principal medida isolada mais eficaz)
Limpeza e desinfecção ambiental adequadas
Educação permanente da equipe de saúde
Essas ações estão alinhadas com recomendações da ANVISA, CDC e OMS para controle de organismos multirresistentes.
A alternativa correta segundo o gabarito oficial da banca IDECAN é a E.
O controle de bactérias multirresistentes como a Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) exige uma abordagem sistêmica, integrada e baseada nos pilares de controle de infecção hospitalar.
Abaixo, veja a justificativa de por que a alternativa E está correta e os erros cometidos nas demais opções:
Esta alternativa resume perfeitamente os programas de Stewardship de Antimicrobianos (gerenciamento e uso racional de antibióticos) recomendados pela ANVISA e pela OMS. A KPC surge e se propaga principalmente devido à pressão seletiva pelo uso abusivo de antibióticos de amplo espectro (como os carbapenêmicos). Reduzir essa pressão, manter o ambiente rigorosamente desinfetado e educar continuamente a equipe sobre a lavagem das mãos são as medidas mais eficazes e sustentáveis a longo prazo.
- A) Errada: O erro principal está no termo "isolamento reverso". O isolamento reverso (ou protetor) é indicado para proteger pacientes gravemente imunossuprimidos (como transplantados de medula óssea) do meio externo. Pacientes colonizados ou infectados por KPC devem ser colocados em precauções de contato para evitar que a bactéria se espalhe para outros pacientes.
- B) Errada: Embora o rastreamento em unidades de alto risco (como UTIs) seja uma prática comum, a alternativa peca ao generalizar de forma imperativa que deve haver "medidas de isolamento para todos os casos" de forma isolada, além de estruturar o fluxo de maneira menos abrangente do que as diretrizes globais de gerenciamento da resistência.
- C) Errada: A desinfecção com luz ultravioleta pulsada é uma tecnologia complementar cara e inovadora, mas não é considerada uma diretriz padrão ou "medida inicial" obrigatória pelos manuais de controle de infecção. A prioridade inicial é a limpeza mecânica concorrente e imediata com saneantes padronizados (como álcool 70%, cloro ou peróxido de hidrogênio).
- D) Errada: Falar em triagem de KPC para "todos os pacientes na admissão" do hospital e "após o uso de procedimentos invasivos" é inviável, gera custos astronômicos e satura o laboratório de microbiologia sem justificativa clínica ou epidemiológica. A triagem por swabs de vigilância é direcionada e seletiva (pacientes transferidos de outras UTIs, contatos de casos index, etc.).
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