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Q3737289 Saúde Pública
A vigilância epidemiológica desempenha um papel crucial no controle de surtos de meningite bacteriana, uma condição de saúde pública com potencial para altas taxas de morbimortalidade. A implementação de estratégias adequadas requer um entendimento aprofundado das características da doença e dos princípios de controle de infecções. Diante do diagnóstico da referida doença, deve-se:
Alternativas

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Tema central da questão: Vigilância epidemiológica no controle de surtos de meningite bacteriana.

A questão aborda a resposta esperada dos serviços de saúde diante de um caso suspeito ou confirmado de meningite bacteriana, doença reconhecida como grave pelo seu alto potencial de transmissão e morbimortalidade.

Conceitos-chave para resolver a questão:

  • Notificação compulsória imediata: Toda suspeita ou confirmação de meningite bacteriana deve ser comunicada às autoridades em até 24 horas (Guia de Vigilância em Saúde, MS).
  • Investigação epidemiológica e rastreamento de contatos: São essenciais para identificar a origem do surto, os contatos próximos e orientar intervenções.
  • Profilaxia antibiótica seletiva: Indicada apenas para contatos de risco, evitando o uso indiscriminado de antibióticos.

Justificativa da alternativa correta (A):

A alternativa A descreve a conduta oficial: notificação imediata, investigação epidemiológica e profilaxia seletiva para contatos de risco. Isso está de acordo com diretrizes do Ministério da Saúde, que visam interromper rapidamente a cadeia de transmissão e prevenir novos casos, sem a administração desnecessária de medicamentos.

Análise das alternativas incorretas:

  • B: Sugere antibióticos para a população geral – medida não recomendada, pois causa resistência bacteriana e não é eficaz.
  • C: Promove aglomerações e não foca nas ações essenciais (notificação, investigação e isolamento adequado).
  • D: Foca em vacinação e monitoramento da resistência. Embora úteis em situações específicas, não são ações imediatas prioritárias; a resposta inicial deve ser a notificação e o controle dos contatos.
  • E: Indica isolamento de contato para todos, o que é incorreto; o recomendado é o isolamento por gotículas até 24h após início da terapia, conforme normas técnicas.

Estratégia para concursos: Fique atento a termos como “notificação compulsória”, “rastreamento de contatos”, “profilaxia seletiva” – todos fortemente associados à vigilância epidemiológica. Cuidado com alternativas que generalizam medidas ou propõem condutas incompatíveis com os manuais do Ministério da Saúde.

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A alternativa correta é a A. A meningite bacteriana é uma emergência médica e de saúde pública, e as ações de vigilância epidemiológica seguem protocolos rígidos para conter a sua alta transmissibilidade e letalidade.

Veja a justificativa detalhada para o acerto da letra A e os erros das demais:

A meningite bacteriana (especialmente por Neisseria meningitidis ou Haemophilus influenzae) é uma doença de notificação compulsória imediata (deve ser feita em até 24 horas a partir da suspeita clínica).

A partir da notificação, a vigilância deve iniciar a investigação em até 24 horas para mapear os contatos próximos (familiares, colegas de dormitório/creche) e administrar a quimioprofilaxia com antibióticos específicos (como a Rifampicina, Ceftriaxona ou Ciprofloxacina) para eliminar o estado de portador e prevenir novos casos.

  • B) Errada: Antibióticos nunca devem ser recomendados como medida preventiva primária para a população geral. O uso indiscriminado gera resistência bacteriana grave. A quimioprofilaxia é restrita e seletiva apenas para os contatos íntimos/próximos dos casos confirmados ou suspeitos.
  • C) Errada: A alternativa sugere a "promoção de aglomerações", o que é o oposto do que deve ser feito (deve-se evitar ambientes fechados e aglomerados, pois a transmissão ocorre por gotículas respiratórias). Além disso, desinfecção de áreas públicas externas não tem eficácia, já que a bactéria não sobrevive por muito tempo no meio ambiente fora do corpo humano.
  • D) Errada: Embora a vacinação seja uma excelente medida de prevenção, a introdução de vacinação em massa ou seletiva não é uma resposta imediata de bloqueio de surto para todos os agentes, e sim uma estratégia programática prévia (pelo Calendário Nacional de Vacinação). Para o controle imediato do surto em andamento, a prioridade absoluta da vigilância é o tripé: notificação + isolamento do caso + quimioprofilaxia dos contatos.
  • E) Errada: O erro técnico está no tipo de isolamento. A meningite bacteriana é transmitida por gotículas da nasofaringe, logo, o protocolo correto exige isolamento de gotículas (uso de máscara cirúrgica pelo paciente e profissionais de saúde nas primeiras 24 horas de antibioticoterapia) e não isolamento de contato (que é voltado para infecções de pele, feridas ou microrganismos multirresistentes).

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