O diagnóstico de enfermagem, conforme a taxonomia da NANDA ...

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Q3737284 Enfermagem
O diagnóstico de enfermagem, conforme a taxonomia da NANDA International, é uma etapa do processo de enfermagem que envolve a avaliação e a classificação das respostas humanas aos problemas de saúde. Considerando a taxonomia da NANDA e sua aplicação clínica, assinale a alternativa que representa um diagnóstico de enfermagem formulado corretamente de acordo com os padrões estabelecidos.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão cobra a estrutura formal do diagnóstico de enfermagem na NANDA-I: diagnóstico real deve reunir rótulo diagnóstico, fator relacionado expresso por “relacionada a” e características definidoras expostas por “caracterizada/evidenciada por”; diagnóstico de risco não admite sinais e sintomas. Como a alternativa B respeita essa organização e as demais não, ela é a correta.

Tema central: Formulação diagnóstica NANDA-I
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque, embora o conteúdo clínico seja plausível, a formulação não apresenta adequadamente o fator relacionado do diagnóstico. Em diagnóstico real, não basta trazer o rótulo e as evidências; é necessário explicitar a etiologia/fator relacionado. O trecho “sem histórico de transtornos alimentares” não é componente estrutural da formulação diagnóstica da NANDA-I e não substitui fator relacionado.
B
Certa
A alternativa B descreve um diagnóstico real de forma tecnicamente adequada. O rótulo diagnóstico é “Dor Aguda”; a etiologia aparece como “relacionada à inflamação pós-operatória”; e as manifestações definidoras são apresentadas como relatos verbais de dor intensa, escalas de dor elevadas, desconforto no local da cirurgia e restrição de movimentos. Isso respeita a lógica problema-causa-evidência exigida na taxonomia NANDA-I para diagnósticos reais.
C
Errada
Está incorreta por impropriedade estrutural. “Dispneia e fadiga durante esforços físicos” funcionam como características definidoras de intolerância à atividade, não como formulação etiológica. Além disso, o histórico de insuficiência cardíaca congestiva aparece apenas como contexto clínico, sem integração técnica adequada como fator relacionado. Houve mistura entre manifestação clínica e causa.
D
Errada
Está incorreta por contradição conceitual com a categoria diagnóstica. “Risco de Infecção” é diagnóstico de risco e, pela estrutura da NANDA-I, não pode ser formulado com sinais e sintomas manifestos. Febre e leucocitose são achados clínicos já presentes, incompatíveis com um enunciado de risco. Tratar esses achados apenas como risco é tecnicamente inadequado e potencialmente perigoso porque pode atrasar o reconhecimento de infecção instalada.
E
Errada
Está incorreta porque a semântica diagnóstica ficou invertida. No padrão NANDA-I, a incapacidade de realizar banho e higiene sem assistência corresponde à característica definidora, enquanto fraqueza muscular generalizada e fadiga correspondem aos fatores relacionados. A alternativa organiza esses elementos de modo menos padronizado, trocando a função de evidência e etiologia na formulação.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões clássicas: aceitar uma frase clinicamente plausível como se estivesse formalmente correta na NANDA-I e confundir diagnóstico de risco com diagnóstico real, incluindo sinais clínicos em “risco de infecção”.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se o diagnóstico é real ou de risco; diagnóstico de risco não admite características definidoras.
  • Em diagnóstico real, procure a sequência correta: rótulo diagnóstico, fator relacionado em “relacionado a” e manifestações em “evidenciado por” ou “caracterizado por”.
  • Se sinais e sintomas estiverem ocupando o lugar de causa, a formulação está inadequada.
  • Contexto clínico ou antecedente isolado não substitui fator relacionado na estrutura diagnóstica.

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Comentários

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A alternativa correta é a E.

Na taxonomia da NANDA International, um diagnóstico de enfermagem deve seguir a estrutura adequada, geralmente composta por:

  • Problema (rótulo diagnóstico)
  • Fatores relacionados (etiologia)
  • Características definidoras (sinais e sintomas) — quando se trata de diagnóstico real

A alternativa E está corretamente formulada:

  • Problema: Déficit no autocuidado: banho/higiene
  • Relacionado a: fraqueza muscular generalizada e fadiga
  • Evidenciado por: incapacidade de realizar higiene sem assistência

Análise das demais:

  • A: inclui informações desnecessárias e não segue claramente a estrutura (falta organização PES adequada)
  • B: usa “caracterizada por” antes de “relacionada a”, invertendo a estrutura recomendada
  • C: diagnóstico incompleto (não apresenta características definidoras)
  • D: diagnóstico de risco não pode ter sinais/sintomas (febre e leucocitose)

✔️ Portanto, a alternativa E é a que atende corretamente aos padrões da NANDA.

RESPOSTA DETALHADA PROFESSORA QC CONCURSOS:

Fundamento decisivo: A questão cobra a estrutura formal do diagnóstico de enfermagem na NANDA-I: diagnóstico real deve reunir rótulo diagnóstico, fator relacionado expresso por “relacionada a” e características definidoras expostas por “caracterizada/evidenciada por”; diagnóstico de risco não admite sinais e sintomas. Como a alternativa B respeita essa organização e as demais não, ela é a correta.

Tema central: Formulação diagnóstica NANDA-I

Análise das alternativas

A

Errada

Está incorreta porque, embora o conteúdo clínico seja plausível, a formulação não apresenta adequadamente o fator relacionado do diagnóstico. Em diagnóstico real, não basta trazer o rótulo e as evidências; é necessário explicitar a etiologia/fator relacionado. O trecho “sem histórico de transtornos alimentares” não é componente estrutural da formulação diagnóstica da NANDA-I e não substitui fator relacionado.

B

Certa

A alternativa B descreve um diagnóstico real de forma tecnicamente adequada. O rótulo diagnóstico é “Dor Aguda”; a etiologia aparece como “relacionada à inflamação pós-operatória”; e as manifestações definidoras são apresentadas como relatos verbais de dor intensa, escalas de dor elevadas, desconforto no local da cirurgia e restrição de movimentos. Isso respeita a lógica problema-causa-evidência exigida na taxonomia NANDA-I para diagnósticos reais.

C

Errada

Está incorreta por impropriedade estrutural. “Dispneia e fadiga durante esforços físicos” funcionam como características definidoras de intolerância à atividade, não como formulação etiológica. Além disso, o histórico de insuficiência cardíaca congestiva aparece apenas como contexto clínico, sem integração técnica adequada como fator relacionado. Houve mistura entre manifestação clínica e causa.

D

Errada

Está incorreta por contradição conceitual com a categoria diagnóstica. “Risco de Infecção” é diagnóstico de risco e, pela estrutura da NANDA-I, não pode ser formulado com sinais e sintomas manifestos. Febre e leucocitose são achados clínicos já presentes, incompatíveis com um enunciado de risco. Tratar esses achados apenas como risco é tecnicamente inadequado e potencialmente perigoso porque pode atrasar o reconhecimento de infecção instalada.

E

Errada

Está incorreta porque a semântica diagnóstica ficou invertida. No padrão NANDA-I, a incapacidade de realizar banho e higiene sem assistência corresponde à característica definidora, enquanto fraqueza muscular generalizada e fadiga correspondem aos fatores relacionados. A alternativa organiza esses elementos de modo menos padronizado, trocando a função de evidência e etiologia na formulação.

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