O diagnóstico de enfermagem, conforme a taxonomia da NANDA ...
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: A questão cobra a estrutura formal do diagnóstico de enfermagem na NANDA-I: diagnóstico real deve reunir rótulo diagnóstico, fator relacionado expresso por “relacionada a” e características definidoras expostas por “caracterizada/evidenciada por”; diagnóstico de risco não admite sinais e sintomas. Como a alternativa B respeita essa organização e as demais não, ela é a correta.
- Primeiro identifique se o diagnóstico é real ou de risco; diagnóstico de risco não admite características definidoras.
- Em diagnóstico real, procure a sequência correta: rótulo diagnóstico, fator relacionado em “relacionado a” e manifestações em “evidenciado por” ou “caracterizado por”.
- Se sinais e sintomas estiverem ocupando o lugar de causa, a formulação está inadequada.
- Contexto clínico ou antecedente isolado não substitui fator relacionado na estrutura diagnóstica.
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A alternativa correta é a E.
Na taxonomia da NANDA International, um diagnóstico de enfermagem deve seguir a estrutura adequada, geralmente composta por:
- Problema (rótulo diagnóstico)
- Fatores relacionados (etiologia)
- Características definidoras (sinais e sintomas) — quando se trata de diagnóstico real
A alternativa E está corretamente formulada:
- Problema: Déficit no autocuidado: banho/higiene
- Relacionado a: fraqueza muscular generalizada e fadiga
- Evidenciado por: incapacidade de realizar higiene sem assistência
Análise das demais:
- A: inclui informações desnecessárias e não segue claramente a estrutura (falta organização PES adequada)
- B: usa “caracterizada por” antes de “relacionada a”, invertendo a estrutura recomendada
- C: diagnóstico incompleto (não apresenta características definidoras)
- D: diagnóstico de risco não pode ter sinais/sintomas (febre e leucocitose)
✔️ Portanto, a alternativa E é a que atende corretamente aos padrões da NANDA.
RESPOSTA DETALHADA PROFESSORA QC CONCURSOS:
Fundamento decisivo: A questão cobra a estrutura formal do diagnóstico de enfermagem na NANDA-I: diagnóstico real deve reunir rótulo diagnóstico, fator relacionado expresso por “relacionada a” e características definidoras expostas por “caracterizada/evidenciada por”; diagnóstico de risco não admite sinais e sintomas. Como a alternativa B respeita essa organização e as demais não, ela é a correta.
Tema central: Formulação diagnóstica NANDA-I
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque, embora o conteúdo clínico seja plausível, a formulação não apresenta adequadamente o fator relacionado do diagnóstico. Em diagnóstico real, não basta trazer o rótulo e as evidências; é necessário explicitar a etiologia/fator relacionado. O trecho “sem histórico de transtornos alimentares” não é componente estrutural da formulação diagnóstica da NANDA-I e não substitui fator relacionado.
B
Certa
A alternativa B descreve um diagnóstico real de forma tecnicamente adequada. O rótulo diagnóstico é “Dor Aguda”; a etiologia aparece como “relacionada à inflamação pós-operatória”; e as manifestações definidoras são apresentadas como relatos verbais de dor intensa, escalas de dor elevadas, desconforto no local da cirurgia e restrição de movimentos. Isso respeita a lógica problema-causa-evidência exigida na taxonomia NANDA-I para diagnósticos reais.
C
Errada
Está incorreta por impropriedade estrutural. “Dispneia e fadiga durante esforços físicos” funcionam como características definidoras de intolerância à atividade, não como formulação etiológica. Além disso, o histórico de insuficiência cardíaca congestiva aparece apenas como contexto clínico, sem integração técnica adequada como fator relacionado. Houve mistura entre manifestação clínica e causa.
D
Errada
Está incorreta por contradição conceitual com a categoria diagnóstica. “Risco de Infecção” é diagnóstico de risco e, pela estrutura da NANDA-I, não pode ser formulado com sinais e sintomas manifestos. Febre e leucocitose são achados clínicos já presentes, incompatíveis com um enunciado de risco. Tratar esses achados apenas como risco é tecnicamente inadequado e potencialmente perigoso porque pode atrasar o reconhecimento de infecção instalada.
E
Errada
Está incorreta porque a semântica diagnóstica ficou invertida. No padrão NANDA-I, a incapacidade de realizar banho e higiene sem assistência corresponde à característica definidora, enquanto fraqueza muscular generalizada e fadiga correspondem aos fatores relacionados. A alternativa organiza esses elementos de modo menos padronizado, trocando a função de evidência e etiologia na formulação.
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