Com relação ao fragmento, é correto afirmar, EXCETO:

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Q2003573 Português
Considere o excerto a seguir, do artigo do linguista Sírio Possenti, para responder a questão.

“É que, se, obviamente, há um erro, já que a grafia obedece a decretos ou portarias, há uma sutil análise, revelando um talento de observador, embora equivocado no detalhe."
Com relação ao fragmento, é correto afirmar, EXCETO:
Alternativas

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Tema central da questão: A questão avalia o conhecimento sobre funções e sentidos dos conectivos no texto, exigindo domínio de interpretação gramatical dos elementos de coesão na norma-padrão.

ALTERNATIVA CORRETA (EXCETO): D) O conectivo “que” tem valor pronominal e equivale a “o qual”.

Justificativa: O termo “que” aparece introduzindo a oração “que, se, obviamente, há um erro, já que a grafia obedece a decretos ou portarias...”. Nesse contexto, “que” não tem valor de pronome relativo (que equivaleria a ‘o qual’), mas sim de conjunção integrante, pois liga uma oração subordinada substantiva à oração principal. Seguindo a gramática de Cunha & Cintra, a conjunção integrante nunca tem equivalência com pronomes relativos (“o qual”), sendo apenas elemento de ligação. Portanto, a alternativa D está incorreta, atendendo à exigência do comando (“EXCETO”).

Análise das alternativas corretas:

A) “embora” equivale a “ainda que”: Correta. Ambas são conjunções concessivas, introduzindo uma ideia de concessão. Pela norma-padrão, em “embora equivocado no detalhe”, substituímos por “ainda que equivocado no detalhe”, sem alteração de sentido.

B) “já que” pode ser substituído por “visto que”: Correta. Tratam-se de conjunções causais, trazendo justificativa para o fato apresentado. A troca não altera o sentido.

C) “ou” equivale a “e” pelo valor inclusivo: Correta. Apesar de “ou” normalmente apresentar ideia alternativa/excludente, neste contexto (“decretos ou portarias”), indica que ambos podem ser atendidos; logo, equivale a “e”, como ensina Bechara quanto ao “ou” inclusivo.

Pegadinha clássica: Muitos candidatos confundem o “que” com pronome relativo devido a seu uso frequente, mas aqui é conjunção integrante. Atenção: Analise sempre a função sintática do termo no período, conforme orienta a análise sintática normativa.

Dica para provas: Cuidado com questões que pedem EXCETO; busque a única alternativa que contraria a norma-padrão. Observe sempre o papel de cada conectivo/ligações contextuais no texto para evitar erros por desatenção.

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Comentários

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Confesso que fiquei confusa, já que geralmente o "ou" é uma conjunção coordenativa alternativa, que estabelece ideia de alternância, escolha ou exclusão.

Letra D

não consigo ver o ou da alternativa com aditivo. A fumarc leva as coisas muita a flór da pele

Acredito que o valor semântico do "ou", não seria de exclusão como é a regra geral, pois no contexto a obediência seria tanto para as portarias quanto aos decretos, não há valor de exclusão.. ou seja, se obedecer a portaria, não obedece o decreto.

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